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Governo Lula reforçará o SUS com 2.500 novas ambulâncias, diz Padilha

Segundo o ministro da Saúde, a retomada dos investimentos garante atendimento mais rápido e digno à população

09/02/2026 | 17:11
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante evento em Mauá com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacou que o governo federal vai entregar mais de 2.500 ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até o fim deste ano, além de ampliar a distribuição de equipamentos para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em todo o País. Segundo o ministro, a iniciativa representa a retomada de investimentos que ficaram paralisados por anos e garante atendimento mais rápido, digno e de qualidade à população.

“Durante seis anos, quem governou o governo federal não comprou uma ambulância sequer. Não comprou ambulância para o Samu. Graças a Deus o Lula voltou e vamos entregar até o fim deste ano mais de 2.500 ambulâncias do Samu, para onde chamar o serviço ele chegar com qualidade, com dignidade, com tratamento para cada paciente”, afirmou Padilha.

Além do reforço na frota do Samu, o ministro ressaltou a entrega de novos equipamentos tecnológicos para as UBSs, com foco na redução de filas e no acesso mais rápido a exames especializados. Um dos exemplos citados foi o atendimento a pacientes com diabetes, que precisam de avaliação oftalmológica.

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“Muitas vezes o paciente precisa fazer o exame do fundo do olho e a UBS tem que encaminhar para um oftalmologista. Aí começa o desespero: demora três, quatro, seis meses, às vezes um ano. Agora estamos colocando equipamentos nas unidades básicas para que o exame seja feito na hora, e o laudo, que demorava meses, saia em menos de uma semana”, explicou.

Padilha afirmou que essas ações fazem parte da missão dada pelo presidente Lula ao Ministério da Saúde, utilizando recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para fortalecer o programa Agora Tem Especialistas e ampliar o atendimento no SUS.

Durante o discurso, o ministro também fez críticas ao governo do Estado de São Paulo, cobrando reconhecimento do papel do governo federal no financiamento da saúde. Segundo Padilha, o Estado divulga programas como se fossem majoritariamente estaduais, quando a maior parte dos recursos vem da União.

“Vai na TV, fala que criou uma tabela com nome do Estado de São Paulo, mas não mostra que 70% do recurso dessa tabela é do Governo Federal, é o presidente Lula que coloca e repassa para o estado e para os municípios”, criticou.

Padilha destacou que, apenas nos últimos três anos, o governo Lula já repassou quase R$ 14 bilhões ao Estado de São Paulo para custear cirurgias e exames, valor que, segundo ele, é mais de três vezes superior ao investimento estadual.

“Não tenho nada contra o Estado colocar mais dinheiro, muito pelo contrário. Só quero que se reconheça que o ex-presidente que governou este País não deu um real para reforçar o SUS aqui no Grande ABC. Não deu um real para aumentar recursos para cirurgias”, afirmou.

O ministro lembrou ainda que o Brasil alcançou, em 2024, o maior número de cirurgias eletivas já realizadas pelo SUS, com 14,7 milhões de procedimentos, resultado direto da retomada da parceria entre União, estados e municípios.

“Isso só aconteceu porque o presidente Lula restabeleceu algo que nunca deveria ter deixado de existir: a parceria pelo SUS. Governo Federal, governos estaduais e governos municipais trabalhando juntos”, concluiu.




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