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Boulos diz que convidou Motta para reunião do dia 12 sobre PEC do fim da escala 6x1

Declaração foi dada em Mauá, durante evento com participação do presidente Lula

09/02/2026 | 16:40
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FOTO: Bruno Coelho Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta segunda-feira (9), durante evento em Mauá, que convidou o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), para uma reunião na próxima quinta-feira (12), com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou da agenda no Grande ABC, para discutir os melhores caminhos do trâmite da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1.

"Mandei mensagem agora há pouco para o presidente Hugo Motta, estou esperando. Acho que ele estava na reunião de líderes. (Estou) esperando o retorno dele para a gente confirmar se será mesmo na quinta. O presidente Lula já se dispôs", disse Boulos. "O objetivo do presidente Lula é votar ainda este semestre."

O ministro relembrou que o tema já havia sido tratado anteriormente, durante um jantar na semana passada, na Granja do Torto, com a presença de Lula e Motta, além dele próprio, da ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, quando discutiram os melhores caminhos para a pauta.

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Segundo Boulos, o entendimento do governo federal a tramitação por meio de um projeto de lei com regime de urgência permitiria uma aprovação mais rápida da proposta. Não seria necessário alterar a Constituição, já que uma PEC exige um quórum maior e enfrenta mais dificuldades políticas, por demandar apoio mais amplo, inclusive da oposição. Já um projeto de lei, afirmou, poderia ser aprovado ainda neste semestre caso a base governista seja consolidada, garantindo a promessa da gestão.

"É lógico, todo o processo tem negociação, mas nós não abrimos mão de um máximo de cinco por dois, da redução da jornada para 40 horas e também de não ter redução de salário", continuou o ministro. "Eu acho que a questão é a seguinte: é celeridade. Se vai ser uma PEC, um projeto de lei, se vai ser um projeto que está em andamento na Câmara, um projeto do governo, o que nós queremos é que seja o caminho mais rápido." 

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