Show do intervalo Com um espetáculo quase inteiro em espanhol, o artista porto-riquenho levou ritmos latinos, convidados de peso e simbolismo cultural ao palco, provocando aplausos e críticas intensas
FOTO: Reprodução/X/@NFL

No intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), no Levi’s Stadium, na Califórnia, Bad Bunny fez história ao se tornar o primeiro artista solo a liderar o show do intervalo cantando majoritariamente em espanhol e exaltando a cultura latina diante de milhões de telespectadores. A apresentação, construída como uma narrativa visual e musical de identidade porto-riquenha e latino-americana, mesclou reggaeton, ritmos caribenhos e símbolos culturais que remontam às suas raízes.
O set list foi cuidadosamente montado para transmitir essa celebração: abriu com Tití Me Preguntó e passou por sucessos como Yo Perreo Sola, BAILE INoLVIDABLE, NUEVAYoL e o encerramento com DtMF. Entre as transições, referências ao reggaeton clássico e à cultura latina também apareceram com trechos de Safaera, Voy a Llevarte Pa’ PR e EoO, além de momentos emotivos como a entrega simbólica de seu troféu do Grammy a uma criança no palco.
O espetáculo também contou com a presença de convidados. Lady Gaga subiu ao palco para uma versão em ritmo caribenho de Die With a Smile, enquanto Ricky Martin participou em Lo Que Le Pasó a Hawái e El Apagón, representando a ponte entre gerações da música latina. Celebridades como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal, Jessica Alba e outros também apareceram, dançando e celebrando na performance.
Visualmente, o show evocou paisagens e cenas do cotidiano porto-riquenho e latino: palmeiras, folhagens tropicais, uma pequena casa cenográfica e um desfile de bandeiras dos países que compõem o continente americano no final que sublinharam a mensagem de unidade e orgulho. Bad Bunny ainda proferiu palavras de inclusão e amor, citando o nome de todos os países do continente ao afirmar que “together, we are America”.
Apesar dos aplausos, a apresentação também gerou controvérsia. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, criticou duramente o espetáculo na rede social Truth Social, afirmando que “ninguém entende uma palavra que esse cara está dizendo” e qualificando a performance como “absolutamente péssima e desconectada dos valores americanos".
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