Limpeza urbana Somente em janeiro, foram recolhidas 1.109 toneladas de entulho e materiais inservíveis nos ecopontos, além de 433 toneladas retiradas de pontos de descarte irregular
FOTO: Celso Luiz/Banco de dados

A gestão do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), aportou somente no ano passado aproximadamente R$ 80 milhões para retirar das ruas e avenidas da cidade entulho e outros resíduos descartados de forma irregular. A conta é alta e ainda mais pesada quando se olha para a dívida consolidada e herdada de R$ 2,5 bilhões.
O montante, segundo a administração municipal, que poderia ser aplicado em outras áreas prioritárias impacta de forma negativa as finanças da cidade e, por isso, o chefe do Executivo defende o endurecimento das medidas de fiscalização. Para inibir as irregularidades, são realizadas campanhas de conscientização e a aplicação de multas que variam entre R$ 5.000 e R$ 20 mil. “Imagine esse dinheiro sendo utilizado na saúde, na segurança e na educação”, lembrou o emedebista sobre o valor empenhado para remoção dos inservíveis.
Os números apresentados ajudam a dimensionar o problema. Somente em janeiro, foram recolhidas 1.109 toneladas de entulho e materiais inservíveis nos ecopontos, além de 433 toneladas retiradas de pontos de descarte irregular. No mesmo período de 2025, os volumes foram ainda maiores, com 1.151 toneladas nos ecopontos e 540 toneladas recolhidas em locais irregulares. No acumulado anual, o cenário se mantém elevado: em 2025, Diadema recolheu cerca de 42 mil toneladas de entulho ante as retiradas de 41.684 toneladas das vias públicas.
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