Opções Empresário de Paranapiacaba acredita que faturamento deve dobrar na alta temporada por causa de turistas que querem refúgio fora da Capital
FOTO: Arquivo pessoal

Entre bloquinhos de rua, trios elétricos e outras festas, há quem priorize o contato com a natureza e o silêncio durante o Carnaval. Como refúgio, hotéis e pousadas do Grande ABC se tornam opção.De acordo com empresários de Paranapiacaba, em Santo André, e Ribeirão Pires, as reservas já apresentam alta de 40% em comparação a outros períodos e a tendência é que o faturamento dobre.
No Estado de São Paulo, a expectativa é que a data movimente R$ 7,3 bilhões, com tíquetes médio de R$ 1.543 por turista, ao considerar gastos com hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos.
O proprietário do Hotel Pousada Avalon e Hotel Pousada Shamballah, Silvio Cunha, 52 anos, afirma que a procura por reservas para passar o Carnaval em Paranapiacaba tem crescido nos últimos anos.
“As pessoas optam por sair da loucura da cidade grande e ir para lugares mais tranquilos. É algo que tende a aumentar cada vez mais. A vila inglesa entrou na mira do paulistano que deseja conhecer novos espaços”, declara Cunha.<EM>
O preço das reservas neste período sobe de R$ 300 para R$ 420 por noite para o casal nas propriedades do empresário. “A procura aumenta 40% em relação aos outros meses sem datas especiais. As duas pousadas acomodam 750 pessoas e já estamos com 80% de ocupação entre 14 e 18 de fevereiro. Na alta temporada, a pessoa precisa reservar, no mínimo, duas diárias. Nosso faturamento aumenta 50%.”
Para Cunha, a oferta de café da manhã e a localização no Centro da vila são atrativos, assim como ofertas para crianças (até 5 anos, não pagam e entre 6 e 10, é cobrado metade do valor). Apesar da Convenção de Bruxas e Magos, Halloween e o Festival de Inverno serem os carros-chefes de Paranapiacaba, o Carnaval tem ganhado destaque.
O diretor de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego de Santo André, Rubens Gallino, afirma que a vila inglesa possui uma programação tradicional durante esse período, principalmente com o Bloco das Bruacas, na segunda-feira (16) de Carnaval, na parte baixa.
“A data movimenta todo um ecossistema econômico, com hospedagem, comércio e turismo. A maior movimentação fica concentrada na vila e nosso desafio é fazer com que os turistas também frequentem a parte central da cidade. O fato de a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ter aprovado no ano passado o título de MIT (Município de Interesse Turístico) para Santo André ajuda a trazer mais visibilidade para a programação.”
Ribeirão Pires também está no radar dos turistas. Maria José Zago, 63, proprietária do Espaço Fiori de Luce, situado no município, observa que existem pessoas que usam a folga para escapar da correria de São Paulo.<EM>
“No Carnaval, entre 14 e 16 de fevereiro, vamos promover um retiro. Conseguimos acomodar 21 pessoas. É uma programação voltada à qualidade de vida. Trabalhamos com argila, banhos e caminhadas em floresta, ações de mudança de hábitos, alimentação saudável. Nosso maior público é de Santos. Ele procura sair do barulho”, explica.
A única reserva disponível custa R$ 1.000 por pessoa em quarto triplo. A alimentação inclui café da manhã, almoço e jantar, com opções vegetarianas. “As pessoas estão em busca da conexão com a natureza. Elas querem mostrar para os filhos, por exemplo, outras opções. Estamos aqui para isso”, diz a proprietária.
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