Memória Desfilam jornalistas neste espaço da Memória na inspiração nascida da edição 20.000 do Diário
Gavetas particulares

São retratos que mexem e provocam saudades. O coração bate mais forte. A colunista guardou seu crachá, o repórter aparece na foto ao lado do Pelé. A imensa maioria seguiu na profissão, esperançosa de, pelo jornalismo, revolucionar esse mundão de Deus.
Quem não seguiu pela área das comunicações, traçou destino em outras paragens, testemunhas da metamorfose do Grande ABC e seu eterno desafio: “me expliquem”.
Então o cronista viaja no tempo. Remexe seus guardados. Descobre: “nossa, ainda tenho a carteirinha do primeiro emprego”. Não são apenas os repórteres do Diário que guardam lembranças. Vale uma crônica.
SEMANA SÃO PAULO
E o que essa crônica tem a ver com a Semana São Paulo? Muita coisa.
Multinacionais importantes ou não descobriram o Grande ABC. Aqui fincaram raízes ou bateram em retirada. Mas deixaram costumes. O crachá do “cara/crachá; cara/crachá”, é uma dessas invencionices. Que ganham charme na criatividade do cronista andreense.
E essas multinacionais onde tinham escritórios de representação? Em São Paulo, Capital, registrando-se um bate-volta Capital-região que fez história no processo de industrialização do Grande ABC. Vale estudar isso.
ARRUMAÇÃO
Uma crônica de Vanderlei Retondo inspirada na série sobre os colaboradores eternos do Diário
Periódicas arrumações sempre se farão necessárias em nossas casas e em nossas vidas. Nelas identificamos roupas e objetos fora de uso. Por que não doamos?
Vamos à arrumação das gavetas, sim, mas da nossa alma também. Saudades. Doces recordações.
Uma ampulheta, além de nosso amor, foi o que restou daquela longínqua lua de mel em Camboriú. Uma camisa novinha que imaginei ter encolhido, mas pelo sorriso irônico de minha esposa percebo que o motivo era outro. Um par de pequenas chuteiras com o distintivo do Palmeiras, com o qual presenteei meu filho em seu nascimento: lembro com tristeza dele ter se tornado corintiano.
Prossegue a arrumação. De repente, lá no fundo de uma das gavetas, escondida pelo tempo e quase engolida pela pequena fresta que se abria no fundo, algo me chama a atenção.
A princípio imagino tratar-se de um pequeno pedaço do forro solto. Não, é uma carteirinha, ou como se diz hoje, um crachá. O crachá da minha admissão na Empresa Brasileira de Tetrâmero, no longínquo janeiro de 1973.
Novas e renovadas lembranças maravilhosas e sentimentais vão brotando.
Década de 1970. O Brasil vivia os efeitos do milagre econômico. Grandes empresas se instalavam no Brasil. Uma delas, do ramo petroquímico, a Tetrâmero, posteriormente renomeada de Unipar.
Em razão da escassez de mão de obra especializada, a empresa decide contratar estudantes das escolas de química da região e treiná-los nas dependências do antigo Senai, que ficava na rua Bernardino de Campos, espaço hoje ocupado por agência do Bradesco, no coração de Santo André.
Éramos 50 jovens motivados, repletos de felicidade pelo emprego e esperanças de um futuro profissional promissor.
Foram momentos de felicidade compartilhada com alegria e tristezas superadas pela amizade e solidariedade. Depois...
Aqueles jovens do Senai cresceram. Formaram famílias. Cada qual seguiu o seu caminho. E eu, agora, com aquele crachá.
Será que à época tínhamos dimensão de tanta felicidade? Certo, mesmo, o rei Roberto: “O que foi felicidade me mata agora de saudade, velhos tempos, belos dias”.
Crédito das fotos 1, 2 e 3 – Gavetas particulares
E ASSIM... A ampulheta, o crachá, o retrato: não é só o repórter que tem saudades...
Para a edição 20.073...
Alegria
20 de dezembro de 1988. Toda felicidade captada por Fernando Ferreira na Redação do Diário.
Crédito da foto 4 – Fernando Ferreira
E 37 ANOS SE PASSARAM... Maria Angela Figueiredo (E), Eliane Pereira, Marisa Bitencourt, Adenilde Bringel, Cleusa Carmona, Rosângela Spinossi, Lúcia Faria, Silvana Requena, Iracema, Fernando Ferreira, Francisco Fukushima e Nário Barbosa
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Domingo, 8 de fevereiro de 1976
CARNAVAL 76 – Reportagem focalizava os preparativos para mais um Carnaval no Grande ABC.
Apenas São Bernardo e Mauá teriam desfile de escolas de samba e blocos.
Em Diadema haveria um grande baile nas ruas centrais, com bloco improvisados.
Nas demais cidades, só bailes nos salões.
Em São Bernardo, mais uma vez, os desfiles seriam na Rua Marechal Deodoro: Unidos do Taboão, Rosas Negras e Mocidade Alegre do bairro Planalto entre as escolas. E mais os blocos Dragões de Ouro, Zumbi, Zulu, Juca Pato e Fantásticos do Jardim Silvina.
Em Mauá, as escolas Ordem e Progresso (Jardim Zaira) e Unidos de Mauá (Vila Guarani).
EM 9 DE FEVEREIRO DE...
1906 – São Bernardo (anúncio) - Precisa-se, por tempo indeterminado, uma casa na Vila, com acomodações para família regular, Aluguel razoável. Cartas a Jayme Sá, caixa postal nº 190, Santos.
¦ Santos, 8 - Apreendidos de nove tripulantes do vapor Minas, ancorado neste porto, um contrabando de 350 charutos, 20 camisas de meia, uma peça de fazenda e 16 lenços de seda.
¦ Roma, 9 – Os últimos azulejos argentinos de calçamento do Pantheon foram colocados, estando terminados os trabalhos.
1916 – Acompanhado da família, retirava-se de Santo André para Batatais, no interior, Antonio Arruda, que aqui era estabelecido com casa comercial.
1931 – Prefeito Armando Setti baixava o ato nº 5, rescindindo o contrato de locação dos serviços de advocacia entre a Prefeitura de São Bernardo e os advogados Armando Prado e Roberto Moreira.
1941 - Celebrada a primeira missa na nova igreja de Vila Conceição, hoje centro de Diadema. Esta igreja substituía a antiga capela de 1735, que ficava na atual Rua Padre Manoel da Nóbrega e que foi erguida no tempo em que a Diadema de hoje chamava-se Acuri ou Guacuri.
2021 – Diário lançava o documentário “Um dia de cada vez”, focalizando o hospital de campanha montado no Ginásio Pedro Dell’Antonia, em Santo André.
Fonte: série de reportagens publicadas pelo Diário sobre a epidemia
Projeto: Bia Moço (repórter), Yuri Souza (cinegrafista) e Nario Barbosa (repórter-fotográfico).
Emocionante e comovente, o documento permanece, cinco anos depois, nas plataformas digitais do Diário. Trabalho produzido com muita coragem em plena vigência da Covid-19.
Duração: 26,35 minutos.
Na abertura: “Dedicado a todos os profissionais da linha de frente no combate ao novo coronavírus e aos funcionários do Diário do Grande ABC”.
MUNICÍPIO BRASILEIRO
¦ Hoje é o aniversário de Granjeiro, no Estado do Ceará.
Santa Apolônia - 9 de fevereiro
Arte: Paulo César Nunes
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