Palavra do Leitor
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‘O que há de podre no reino da Dinamarca’ é uma citação da peça Hamlet, de Shakespeare, mas que retrata o momento atual dos poderes da República, com tráfico de influência, conflito de interesses, o que não coaduna com os princípios constitucionais. Os poderes estão estremecidos, abalados e o povo brasileiro cobra providências e está vigilante. As redes sociais vêm exercendo um papel importante. Quando não acreditarmos na Justiça, a crise institucional está declarada. A Justiça é dura com os pobres e mansa com os ricos. Ministra Cármem Lúcia, relatora do código de ética do STF (Supremo Tribunal Federal), o Brasil aguarda providências urgentes para a moralização da gestão, para fortalecer a integridade e a confiança pública no Judiciário.
Ronaldo Duran
Santo André
Aumento no Congresso
Eis o cartão de visita da Câmara dos Deputados para 2026. No primeiro dia de trabalho – e em votação relâmpago – foi aprovado um projeto que concede um dia de folga a cada três trabalhados aos funcionários da Câmara e do Senado. Caso o camarada não queira usufruir da folga, por não se sentir cansado ou estressado, receberá o dia pago em dobro e, além disso, sem incidência de Imposto de Renda. Os salários também serão corrigidos em 9% e poderão ser dobrados em três anos, o que significa que muitos irão ultrapassar o teto estabelecido em lei. Lei? Ora, a lei! Se o Judiciário, responsável por zelar pelo seu cumprimento, já a jogou às favas há muito tempo, o legislador deve pensar: ‘Se quem deveria cumprir não cumpre, por que eu, que as faço, vou cumprir?’. Esse deve ser o raciocínio do congressista. Essa farra, com nosso dinheiro, representará uma despesa anual de R$ 500 milhões na Câmara e outros R$ 200 milhões no Senado. Nosso Legislativo possui o maior corpo de funcionários do planeta e, proporcionalmente ao PIB, também é o mais caro do mundo. Será que ‘L’ vai sancionar esta excrescência? Eis porque o Brasil caminha para trás, conduzido por essa cambada que ocupa as três esferas de poder, com honrosas exceções, cada vez mais raras.
Mauri Fontes
Santo André
Alta de feminicídios
‘Região bate recorde de feminicídios em 2025’ (Setecidades, dia 31/1). Acumulam-se registros de flagrantes casos de feminicídio por covardes incuráveis. As mulheres vitimadas pelo machismo canalha sofrem agressões físicas e psicológicas, quebra de bens pessoais, mutilação, insultos, gritos, ameaças, abusos, estupro e outras culturas de violência que culminam no assassinato. O sujo e criminoso machista sempre deixou, deixa e deixará suas manchas. O que faz com que o agressor não mereça, das mulheres, paciência, perdão, tolerância e a esperança de que um dia se torne um verdadeiro homem.
Cecél Garcia
Santo André
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