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Nota dez, com louvor!

03/02/2026 | 08:35
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A entrada no segundo ano da proibição do celular em sala de aula consolida política educacional que já produz bons frutos. Dados da Secretaria de Estado da Educação indicam queda de 98% nas ocorrências ligadas ao uso inadequado do aparelho, sinalizando mudança objetiva no ambiente escolar. A diminuição de registros disciplinares libera tempo pedagógico, fortalece a rotina didática e permite que professores conduzam atividades sem interrupções constantes. O foco, antes fragmentado por notificações, desloca-se para a escuta e a leitura, elementos centrais do processo formativo. Ao restringir o uso, a escola reafirma seu papel como espaço de aprendizagem estruturada, com regras claras.

Outro impacto relevante aparece na dinâmica das relações sociais. A ausência do telefone durante as aulas amplia a interação entre estudantes, favorece o diálogo direto e reduz conflitos originados em redes digitais. Relatos de gestores apontam maior engajamento em tarefas coletivas e participação mais frequente em debates propostos em classe. A medida também contribui para prevenir episódios de exposição indevida, gravações não autorizadas e circulação de conteúdos que comprometem a convivência. Ao limitar a mediação tecnológica, a escola estimula habilidades socioemocionais fundamentais, como cooperação, escuta e resolução de divergências, sem recorrer a mecanismos punitivos extensivos.

Há ainda ganhos institucionais ao integrar a proibição a ações de conscientização. Rodas de conversa, acompanhamento pedagógico e envolvimento familiar ampliam o alcance da norma para além do portão escolar. O uso autorizado do celular com finalidade pedagógica preserva recursos digitais para quando é necessário, sem a banaliza-ção vista anteriormente. Nesse contexto, a política pedagógica deixa de ser apenas restritiva e passa a orientar práticas responsáveis. Os resultados observados indicam que a regulação, quando acompanhada de diálogo e monitoramento, contribui para um ambiente educacional mais organizado, com melhores condições para ensinar e aprender. Nota dez, com louvor!

DGABC



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