Política Titulo Eleições 2026

Ribeirão deve lançar cinco nomes para o pleito de 4 de outubro

Destaques ficam por conta do ex-prefeito Clóvis Volpi e do atual vice, Rubão Fernandes, na disputa estadual; Rio Grande não tem candidato

03/02/2026 | 06:00
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ARTE: Agostinho Fratini/Editoria de Arte
ARTE: Agostinho Fratini/Editoria de Arte Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os eleitores só irão às urnas no dia 4 de outubro para escolher deputados federais e estaduais, senadores, governadores e o presidente da República, com segundo turno previsto para 25 do mesmo mês, se necessário. Entretanto, em Ribeirão Pires, as movimentações nos bastidores da política já seguem a todo vapor, com nomes que começam a se colocar à disposição dos partidos para disputar vagas na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ou na Câmara Federal. Em Rio Grande da Serra, por enquanto, ninguém se apresentou para a disputa.

Os destaques ficam por conta do ex-chefe do Executivo e secretário de Saúde, Clóvis Volpi (PSD), e do atual vice-prefeito, Rubão Fernandes (Solidariedade), que já se colocam à disposição dos partidos para entrar na disputa a deputado estadual.

Clóvis, além de ser pai de Guto Volpi (PL), prefeito de Ribeirão Pires, carrega trajetória marcada pela carreira de professor e por um extenso histórico político. Foi vereador em Mauá, deputado estadual e federal, além de prefeito de Ribeirão Pires nos períodos de 2009 a 2012 e 2021 a 2022, ano em que teve o mandato cassado ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O pessedista perdeu o cargo após ter as contas de 2012 rejeitadas e esgotar os recursos na Justiça.

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Por sua vez, Rubão Fernandes foi duas vezes vice-prefeito, além de vereador por quatro mandatos, e conta com o endosso de Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, para levar adiante a pré-candidatura. O projeto, porém, não conta com o apoio do governo. Afinal, Guto deve depositar suas fichas no pai.

Na disputa para deputado estadual, o nome de Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha (Cidadania), também é cotado. Ex-vice-prefeito entre 2009 e 2012 – período em que comandou a Prefeitura ao lado de Clóvis –, conta com o endosso do deputado federal e principal liderança do partido, Alex Manente, para a empreitada.

Dedé ficou inelegível por oito anos, a partir de 2016, por uso indevido dos meios de comunicação. Naquele ano, o hoje cidadanista chegou a disputar a eleição municipal e terminou na segunda colocação, ao conquistar 15.385 votos.

De olho nas cadeiras em Brasília, dois nomes já são apresentados: Lair Moura Sala Malavila Jusevicius (PL) e Alan Sousa Bomfim, o Sargento Alan (PSD).

Lair é ativista da causa PcD (pessoa com deficiência) e ligada à Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires). A liberal também já ocupou o cargo de vice-prefeita, sendo a número dois do Paço ribeirão-pirense entre 2013 e 2016, na gestão de Saulo Benevides (MDB).

Na outra ponta, o Sargento Alan, que exerceu dois mandatos como vereador, busca construir um caminho rumo à Câmara Federal com pautas voltadas à segurança pública. Na última eleição, o pessedista obteve 877 votos e acabou ficando fora da Câmara.

Até março, prazo final da janela eleitoral para troca de partidos, outros nomes ainda podem surgir, enquanto alguns tendem a perder musculatura política, o que pode impedir que pretensões pessoais ou de grupos sejam concretizadas.

Por fim, até esta segunda-feira (2), em Rio Grande da Serra nenhum nome havia se colocado como pré-candidato a deputado estadual ou federal. Agentes políticos locais justificam a ausência afirmando que, com apenas 45.324 moradores e 33.946 eleitores, o município não teria força suficiente para eleger um representante, seja para a Assembleia Legislativa ou para a Câmara Federal. 

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