Palavra do Leitor
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Banco Master
O imbróglio protagonizado pelo Banco Master, no qual estão envolvidos os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), poderá custar aproximadamente R$ 40 bilhões ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), ou aproximadamente um terço dos seus recursos, mantidos por bancos e demais instituições financeiras associadas, que prestam culto ao ‘deus lucro’. Se alguém visando seus próprios interesses, perturba esse culto, gerando prejuízos (principalmente na casa dos bilhões), torna-se anátema e herege, passando a merecer a ‘fogueira da inquisição financeira’, mesmo que tenha sido no passado útil à ‘religião do cifrão’. Moraes e Toffoli, metidos nesse imbróglio, por meio de seus familiares, já estão cientes de que a fogueira inquisitorial foi acesa pelo sistema financeiro, cujos inquisidores fazem o impiedoso Tomás de Torquemada – alcunhado o Grande Inquisidor – parecer um cordeirinho. Essa é a chave hermenêutica para compreensão do que está acontecendo (levantamento de sigilos e liberação de depoimentos do caso Banco Master, por exemplo) e do que ainda acontecerá. O despotismo jurídico não se sustenta quando a pele começa a cheirar torresmo.
Túllio Marco Soares Carvalho
Bauru (SP)
Vistoria em carros
O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) propõe a obrigatoriedade de vistoria para veículos com mais de cinco anos de uso. A justificativa é a ‘segurança’. O resultado prático, porém, é outro: mais custo para o cidadão. O brasileiro já paga IPVA, licenciamento e uma infinidade de taxas. Criar uma nova exigência financeira, sob o pretexto de proteger o motorista, não é política pública séria - é arrecadação disfarçada. Se a preocupação fosse genuína, o foco estaria na melhoria das estradas, na sinalização adequada e na fiscalização eficiente, responsabilidades do Estado. Projetos assim transferem para o bolso do contribuinte o preço da ineficiência pública. Não reduzem acidentes; apenas oneram quem depende do carro para trabalhar. É preciso dizer claramente: a segurança viária não se constrói com mais taxas. Cabe ao Congresso barrar mais esse avanço sobre o cidadão. E cabe ao eleitor avaliar, com atenção, propostas que ampliam custos sem entregar benefícios reais. A proximidade das eleições torna esse julgamento ainda mais necessário.
Izabel Avallone
Capital
Contas públicas
Especialistas em contas públicas alertam que a situação fiscal atual do governo central é ruim. Déficits primários ocorrem desde 2014 (gestão do desastrado poste de Lula Dilma Rousseff). Somente em 2022, em meio a pandemia que exigiu gastos extraordinários não contabilizados é que ocorreu um superávit primário de 0,46%. Em 2023, na atual gestão o déficit foi de 2,1% do PIB – em 2024, 0,36% e em 2025, déficit primário de 0,55% do PIB. E para 2026, o déficit esperado é de 0,61% do PIB. E para estabilizar a dívida pública, hoje em patamar elevado para padrões internacionais, seria necessário buscar um superávit primário de 2% ao ano. Que jamais será alcançado esse importante e inadiável objetivo com esse gastador presidente Lula... já que, se em 2014 a dívida pública bruta era de 56,3% do PIB, e, em 2022, ficou em 71,7%, e, infelizmente, encerramos 2025, com dívida pública federal de R$ 8,635 trilhões, ou de 79,6% do PIB, e a previsão para 2026, é que chegue a 84.8% do PIB. Algo insustentável para o Brasil.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
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