Socioeducação Em cinco anos, índice saiu de 26% para 20,6%; Grande ABC tem cinco centros de atendimento
FOTO: Denis Maciel/DGABC/Banco de Dados

A Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) registrou, em 2025, a menor taxa média anual de reincidência no Estado de São Paulo desde 2016. O índice chegou a 20,6% e consolidou uma tendência de queda observada desde 2020 (quando teve a maior alta), segundo dados da própria instituição.
É considerado o percentual de jovens com duas ou mais internações no sistema socioeducativo, conforme previsto no artigo 122 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A análise é feita com base nos dados estaduais, que servem como referência também para os cinco centros de atendimento ativos no Grande ABC, localizados em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.
Entre 2020 e 2025, a taxa de reincidência caiu de 26,03% para 20,6%, o que representa uma redução acumulada superior a cinco pontos percentuais. Segundo a instituição, o resultado está relacionado ao fortalecimento das ações desenvolvidas durante o cumprimento das medidas socioeducativas, com ampliação das políticas de escolarização e investimentos em formação profissional, especialmente em cursos voltados ao setor de serviços, mercado de trabalho e empreendedorismo.
Em 2024, foi realizado um curso de barbearia em parceria com o Sesc Santo André e o Instituto Mié Barber, que atendeu 12 adolescentes dos centros de São Bernardo e Santo André.
“Nos centros do Grande ABC, assim como em todas as unidades da Fundação Casa, as equipes atuam com afinco e buscam parcerias locais para ampliar o repertório dos jovens, incluindo atividades de arte e cultura”, afirmou a presidente da Fundação Casa, Claudia Carletto.
Para o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Fábio Prieto, a queda da reincidência tem impacto direto na segurança pública e na garantia de direitos. “A socioeducação não termina com o fim da medida. Quando o Estado acompanha esse jovem no retorno à escola, à família e à comunidade, reduz vulnerabilidades e previne novas violações. Isso é política pública baseada em evidência, não em discurso”, afirma.
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