Música alternativa

Formada em São Bernardo, berço do punk brasileiro e de intensos movimentos sociais, a banda Polly Noise and the Cracks leva sua mistura de indie, dreampop e shoegaze ao palco do Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119, Bela Vista, Capital), onde se apresenta nesta sexta-feira (30), às 19h.
O novo trabalho terá 10 faixas, três delas já disponíveis para streaming. Com influências de The Cure, as músicas mergulham no shoegaze, post-punk e dreampop. Segundo Polly Noise, vocalista, guitarrista e compositora, ‘é um álbum indie repleto de experimentações’. Para o show no Sesc, a banda promete uma imersão audiovisual teatral. “Não apenas pelas músicas, cheias de sons distorcidos e reverbs, como também pelo espetáculo que estamos montando. Será uma grande surpresa!”, conta Polly. A banda já tem cinco singles lançados: Go Home (2018), Nothing is Real (2018), Silence (2019), Toxic City (2024) e Kiss U (2025). Reflexo de uma cena em constante transformação, e que desafia padrões, a Polly Noise é composta por mulheres, pessoas LGBTQIA+ e não-bináries. O grupo representa uma diversidade de identidades e experiências que são frequentemente marginalizadas no cenário musical tradicional, ainda mais dentro do universo shoegaze/dreampop. Mais do que um show, Polly Noise propõe uma contestação sensorial, em que identidade e expressão se dissolvem em camadas de som e visual. A banda se apresenta com máscaras que anulam suas feições, criando um efeito de ‘identidade anulada’, para questionar como a imagem feminina é moldada na cultura pop. A performance dos artistas une movimentos mecânicos e um visual que remete a brinquedos quebrados e cyber marionetes – seres entre o lúdico e o distópico, que desafiam o espectador a interpretar sua própria visão sobre individualidade e alienação. Ingressos de R$ 15 a R$ 50.
Tendo como marca uma identidade visual diferenciada, a Polly Noise fará show de lançamento do álbum It’s Ok, com estreia digital prevista para o mês de março. No início do mês, o grupo lançou o single Waste my Time, que integra o novo álbum. A faixa fala sobre a perda de tempo em relacionamentos sem profundidade e conexões vagas.
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