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Em São Bernardo, Marinho diz que ano eleitoral cria chance para aprovar fim da escala 6 por 1

Ministro do Trabalho e Emprego participou de evento no Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC e defendeu que operários pressionem o Congresso Nacional

Beatriz Mirelle
24/01/2026 | 12:00
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Beatriz Mirelle/DGABC
Beatriz Mirelle/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, vê o ano eleitoral como oportunidade para que o Congresso Nacional avance nos debates sobre a “pejotização” e aprove o fim da escala 6 por 1, em que o funcionário trabalha seis dias e folga um. Ele pediu para que a categoria pressione os parlamentares, assim como foi feito para aprovar a isenção total do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e parcial para quem recebe até R$ 7.350. Disse ainda que essa medida e o novo salário mínimo (que subiu para R$ 1.621) vão injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026. As declarações foram realizadas neste sábado (24) durante evento no Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, em São Bernardo.

“No caso da discussão do Imposto de Renda, a sociedade brasileira disputou essa pauta. Quando uma parte do Congresso viu que seria derrotada, aderiu e construiu acordo no processo de votação. Queremos que a população se mobilize pelo fim da 6 por 1”, afirma Marinho. 

Segundo ele, os presidentes Davi Alcolumbre, do Senado, e Hugo Motta, da Câmara, se comprometeram em pautar os temas ainda no primeiro semestre. “Há possibilidade de aprovar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a regulamentação dos trabalhadores de aplicativo. Quero ver o deputado e o senador votar contra e depois ter ‘a cara de pau’ de ir lá para os trabalhadores e pedir seu voto. Isso que está em disputa nesta eleição.”

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O ministro destaca também que disponibilizar mais renda ajuda a reverter parte da desindustrialização. “Distribuir dinheiro para muita gente vira consumo, que gera demanda industrial e produção na agricultura, assim como emprego e riqueza. O dinheiro na mão de poucos vira ações na bolsa de valores. Uma coisa não exclui a outra, evidentemente. Essas ações na base da pirâmide ajudam a dinamizar a economia nacional.”

O presidente do sindicato, que organizou a plenária “O futuro do Brasil passa pelo trabalho”, comenta que o objetivo é instigar o debate para que a geração de empregos com condições mais adequadas e o fortalecimento da indústria brasileira sejam temas obrigatórios no Parlamento. “A inteligência artificial existe e o trabalho está em constante evolução. Quais são as profissões que teremos daqui 30 ou 40 anos? Na Câmara, não temos uma frente parlamentar para tratar sobre isso", diz Moisés Selerges, que lançou pré-candidatura a deputado federal.

O evento reuniu lideranças sindicais, políticas e sociais da região e do estado de São Paulo.





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