Política Titulo Eleições 2026

Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita

O líder religioso também afirmou que há outros representantes qualificados para o campo conservador, como Ratinho JR., Zema e Ronaldo Caiado

22/01/2026 | 14:14
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FOTO: Joédson Alves/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia voltou a defender que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Para Malafaia, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "não empolgou a direita".

Em entrevista ao SBT News, o líder religioso afirmou que há outros quadros qualificados no campo conservador - como os governadores Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União), de Goiás -, mas avaliou que a eleição exige mais do que "competência". Segundo ele, vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por construir uma frente que reúna centro e direita, algo que, na sua leitura, Tarcísio consegue fazer com mais facilidade.

Malafaia também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como ativo eleitoral, ao citar a capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. "A direita pura não ganha a eleição", afirmou, ao defender uma candidatura com maior "capilaridade" e apoio além do núcleo bolsonarista.

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O pastor argumentou ainda que o fato de a esquerda reagir com mais intensidade a Tarcísio - e não a Flávio - seria um indicativo de quem representa ameaça real no pleito. "Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar o Lula", disse, ressaltando não ter objeções pessoais ao senador, mas insistindo que sua eventual candidatura "não empolgou a direita".

Malafaia também questionou a escolha de Bolsonaro pelo filho Flávio como candidato do bolsonarismo, ao sugerir que o senador teria se aproveitado do estado emocional do pai.

Segundo Malafaia, a forma como a decisão foi conduzida revela fragilidade política. "Eu achei uma afronta, um pai, debilitado emocionalmente, o filho ir lá, sozinho, e arrancar dele: ''Ô, eu sou candidato''. Depois, o filho vai lá e faz o pai escrever: ''Sou candidato''. Acho isso um amadorismo político, se aproveitando de um momento de debilidade emocional de Bolsonaro", afirmou.

Na avaliação de Malafaia, inclusive, a decisão de Tarcísio de recuar de visitar Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, nesta quinta-feira, 22, se deve as recentes declarações de Flávio. Ao O Globo, o senador afirmou que o governador ouviria de Bolsonaro que sua reeleição em São Paulo é "fundamental para a estratégia nacional" e que uma candidatura presidencial do governador estaria descartada.

"Na minha visão, Tarcísio falou: ''não vou agora, vou deixar passar. Eu não vou de baixo dessa pressão, de que eu vou chegar lá para ser um cordeirinho''. É a minha visão do que eu estou presenciando agora, eu não falei com o Tarcísio. Estou dando a minha opinião e a minha visão", disse.

Conforme a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo (Secom), o encontro entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi adiado por conflito de agenda. Uma nova data será agendada.

No entanto, como mostrou o Estadão, a agenda do governador prevê apenas compromissos internos no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.




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