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Lauro Michels minimiza disputa com Marcos e vê votos pulverizados

Em disputa com primo. ex-prefeito analisa candidatura para eleição deste ano

Bruno Coelho
21/01/2026 | 20:07
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André Henriques/Banco de Dados
André Henriques/Banco de Dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ex-prefeito de Diadema, Lauro Michels (PSD) optou por passar panos quentes perante a possível disputa de votos na eleição deste ano com o primo e atual secretário municipal de Governo, Marcos Michels (PL), que tem o nome cotado para concorrer a deputado estadual dentro da gestão do prefeito Taka Yamauchi (MDB). Segundo o ex-mandatário, que ainda analisa se disputa uma vaga na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ou na Câmara Federal, o cenário desenhado pelo núcleo do Paço pode pulverizar as candidaturas locais.

De volta aos bastidores políticos de Diadema depois de cinco anos longe dos holofotes, Lauro acertou a filiação ao PSD após tratativas com o presidente nacional da sigla e secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado, Gilberto Kassab. As movimentações do político - que governou a cidade entre 2013 e 2020 - já chamavam a atenção nos últimos meses, ao retomar as redes sociais com publicações críticas à atual administração municipal, projeto ao qual Marcos aderiu desde o início da campanha que elegeu Taka em 2024.

Ao manifestar publicamente a pretensão de ter sua foto na urna no dia 4 de outubro, Lauro voltou a despertar discussões na classe política diademense. Desse modo, o nome de Marcos ganhou força nos corredores do Paço para servir de contraponto na família Michels. “Com relação à possibilidade de o governo colocar o Marcos como candidato, vejo com naturalidade. Mas acho que a gestão pode acabar prejudicando os aliados com os quais já possuía compromisso”, pontuou o pessedista.

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De acordo com o ex-prefeito, a estratégia de Taka em colocar Marcos no xadrez eleitoral pode atrapalhar os planos de parceiros locais e de fora dos limites de Diadema. Na sua visão, esse cenário deve resultar no risco de redução quanto à possibilidade da cidade eleger um representante próprio a um dos 94 assentos do Parlamento paulista, o que ocorreu, pela última vez, entre 2019 e 2023, quando Márcio da Farmácia (Podemos), então vice-prefeito de Lauro, teve o mandato de deputado estadual após candidatura consensual entre aliados.

“O difícil da política é que tem gente que faz política pensando só em si. Eu penso na política de forma coletiva. Quanto à minha decisão, falei com o Kassab sobre meu projeto no momento e ainda vamos avaliar. Eu fui vereador por dois mandatos, fui prefeito por dois mandatos, elegi o Marcos vereador, elegi (o Márcio da Farmácia a) deputado estadual e tenho muitas realizações. Portanto, o governo deve estar preocupado não com as eleições de agora, mas já pensando em 2028”, afirmou Lauro.

Apesar de ainda colocar em aberto a futura candidatura, a articulação do PSD paulista é o nome de Lauro como postulante a deputado estadual, em dobrada com Atevaldo Leitão, presidente municipal do partido, a federal. Por sua vez, os dois vereadores da legenda, Rodrigo Capel, chefe do Legislativo, e Dequinha Potência, já firmaram apoio à reeleição de Carla Morando na Alesp.




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