Cultura & Lazer Titulo Transformação

Veja a história de Claudio Martucci, de graffiti como identidade na região

Artista se torna referência regional ao unir arte urbana, educação e inclusão social

21/01/2026 | 18:34
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O graffiti é mais do que uma manifestação artística: trata-se de uma linguagem social que expressa identidade cultural e atua como ferramenta de transformação urbana e social. No Grande ABC, um dos nomes mais emblemáticos dessa história é o do artista Claudio Martucci, 44 anos, que iniciou sua trajetória no fim da década de 1990, nas ruas de Santo André.

“Santo André viveu um período em que reuniu muitos artistas e uma qualidade absurda de trabalhos. Era um melhor que o outro, todo mundo querendo fazer algo diferente”, relembra Martucci. Segundo ele, esse movimento ganhou projeção internacional quando eventos passaram a reunir grafiteiros de diversos países, colocando a cidade em destaque no cenário mundial. “Santo André já foi considerada a capital mundial do graffiti. Teve uma época em que veio muita gente de fora para pintar aqui, e uma revista alemã chegou a fazer esse reconhecimento”, afirma.

Com mais de 200 obras produzidas ao longo da carreira, Claudio acompanhou de perto a consolidação do Grande ABC como um dos principais polos da arte urbana no Brasil. Para o artista, o diferencial da região está na troca constante entre os grafiteiros e na busca permanente por evolução estética e técnica. “O mais legal é estudar e tentar, a cada dia, fazer algo diferente. Isso é o que faz a qualidade do graffiti do Grande ABC ser tão alta”, destaca.

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Atualmente com forte atuação em Ribeirão Pires e cidades vizinhas, Martucci também se destaca pelo trabalho como educador. Ele já ministrou aulas na Casa do Hip-Hop e na Escola Paulo Freire, além de desenvolver atividades com jovens em situação de vulnerabilidade social, usando o graffiti como instrumento de expressão, aprendizado e inclusão.

Para o artista, o papel social do graffiti está justamente na capacidade de ocupar espaços muitas vezes ignorados pelo poder público. “O graffiti é marginalizado, mas é por isso que consegue chegar a lugares onde o poder não entra. Ele ajuda, auxilia e tenta melhorar a vida das pessoas”, conclui.

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