Editorial A chegada da água encanada ao Parque Andreense marca momento histórico para Santo André e encerra prática que expunha desigualdades: a dependência de caminhões-pipas. Ao antecipar a meta de universalização prevista no Novo Marco Legal do Saneamento, o município demonstra planejamento e compromisso com direitos básicos. A implementação de cerca de 30 quilômetros de rede e de 1.500 ligações domiciliares integra regiões antes atendidas de forma precária, colocando esses bairros em igualdade com o restante da cidade. Trata-se de vitória administrativa do prefeito Gilvan Ferreira (PSDB), que corrige distorções antigas e consolida políticas públicas voltadas à inclusão.
A distribuição por rede, à cargo da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), traz ganhos diretos aos consumidores. Há, por exemplo, regularidade no fornecimento, o que permite planejamento doméstico e elimina interrupções frequentes. A qualidade da água é controlada de forma contínua, reduzindo riscos à saúde. O custo tende a ser menor e mais previsível, sem a dependência de solicitações emergenciais. A rotina das famílias torna-se mais estável, com impacto positivo em higiene, preparo de alimentos e funcionamento de serviços. Soma-se a isso a redução de emissões associadas ao transporte por diesel, alinhando saneamento a práticas ambientais responsáveis.
Com 100% das residências atendidas pelo sistema de distribuição, Santo André mostra que é possível, com planejamento e investimento, antecipar a obrigatoriedade que a legislação brasileira prevê somente para 2033. As demais cidades do Grande ABC, que recebem aportes bilionários para ampliar redes, reservatórios e coleta, precisam observar o exemplo andreense. Universalizar água potável não é concessão, mas uma obrigação do poder público. Ao eliminar os serviços do caminhão-pipa de seus limites territoriais, Gilvan Ferreira aponta um caminho possível, eficiente e replicável, que deve ser seguido por todos os municípios da região. Os consumidores certamente agradecerão.
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