Política Titulo Com possível apoio de Taka

Marcos Michels deve se lançar a deputado estadual para enfrentar Lauro

Candidatura de secretário de Governo é analisada internamente e pode se colocar no caminho dos planos do próprio primo

Bruno Coelho
19/01/2026 | 18:14
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A administração do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), pode direcionar parte de seu apoio à candidatura do secretário municipal de Governo, Marcos Michels (PL), a deputado estadual para a eleição de outubro. A iniciativa ganhou novos contornos após o retorno recente à cena política local de Lauro Michels (PSD), primo do aliado do emedebista e ex-prefeito diademense entre 2013 e 2020, que deixou em aberto se lançará seu nome à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ou para a Câmara Federal.

O cenário iminente deve expor novamente o racha da família Michels, uma das mais tradicionais no campo político de Diadema. A briga entre primos se desenrola desde meados de 2018, quando Marcos, então presidente do Legislativo municipal, viu-se preterido por Lauro naquele ano, enquanto sonhava em ser candidato a deputado estadual com o governo como principal fiador de votos. Ao invés disso, viu o Paço bancar o vice-prefeito na época, Márcio da Farmácia (Podemos), posteriormente eleito à Alesp.

Desde então, Marcos e Lauro não falam a mesma língua, com mais uma prova de racha escancarada em 2020, desta vez na eleição municipal. O atual secretário se lançou postulante ao Executivo pelo PSB na época, enquanto o então prefeito patrocinou Pretinho do Água Santa (na ocasião pelo DEM, atual União Brasil) como seu sucessor ao Paço. No fim, o conflito familiar inviabilizou ambas as chapas, fora do segundo turno, entre José de Filippi Júnior (PT) e Taka, com o petista se sagrando vencedor daquele pleito.

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Hoje, Taka avalia com atenção a candidatura de Marcos a um dos 94 assentos da Alesp, embora já esteja claro de que o seu secretário não será o único a receber o seu apoio. O prefeito dividirá o seu grupo político para diferentes frentes ao Parlamento paulista, também com possíveis adesões às deputadas estaduais Ana Carolina Serra (Cidadania), Carla Morando (PSDB), entre outros. O mesmo critério será adotado pelo emedebista a postulantes a deputado federal.

Em nota, Marcos não descartou a possibilidade de colocar o seu nome nas urnas no dia 4 de outubro. “Minha atuação sempre esteve pautada pelo compromisso com um projeto coletivo de governo, voltado a transformar Diadema. É nesse contexto que sigo contribuindo, com lealdade, responsabilidade e espírito público. Integro um grupo político liderado pelo prefeito Taka, ao qual sou leal e com o qual estou plenamente alinhado. As decisões sobre papéis, funções ou responsabilidades cabem à liderança do prefeito”, escreveu.

Também se comenta internamente a possibilidade de Marcos deixar o PL e migrar ao MDB para o próximo pleito.




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