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Gilvan pede e Estado promete desassorear Rio Tamanduateí

Prefeito de Sto.André diz que SP Águas reconhece necessidade e deve realizar intervenções neste ano

17/01/2026 | 21:34
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB), cobrou do governo de São Paulo ações para o desassoreamento do Rio Tamanduateí com intuito de minimizar o risco de enchentes. Segundo o chefe do Executivo, a SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo) prometeu executar as obras ainda neste ano.

As tratativas entre Gilvan e o governo paulista começaram em 25 de setembro, quando o prefeito esteve na SP Águas para solicitar intervenções no leito do rio. O pedido do tucano foi justamente para que o Estado pudesse atuar em frentes de desobstrução e limpeza antes do início da temporada de chuvas.

“Pedimos ao governo do Estado o desassoreamento do Tamanduateí e, a princípio, não havia verba disponível para executar a obra em 2025, mas a equipe técnica da SP Águas esteve no local, e reconheceu a necessidade e incluiu no planejamento de 2026 a execução do serviço. Vamos continuar dialogando porque esse desassoreamento é fundamental para melhorar a drenagem neste período de chuvas fortes”, disse Gilvan ao Diário.

DGABC

Na agenda entre Gilvan e a diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, ficou alinhado que técnicos da agência vinculada à Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) do Estado, realizariam vistoria no Tamanduateí para avaliar possibilidades de ação.

Questionada pela reportagem, a SP Águas não estipulou prazos para iniciar as intervenções. “Em razão das particularidades hidráulicas, geométricas e operacionais do Rio Tamanduateí, com destaque para a sua inserção em área densamente urbanizada – com trânsito intenso nas margens e canal de grande profundidade, dificultando o acesso de equipamentos ao leito –, foi verificada a necessidade de uma abordagem e um novo projeto específico para o local. Não se trata, portanto, de limitação de recursos”, informou.

A agência, sem apresentar datas, apontou que um novo projeto encontra-se em fase de estudos e levantamentos técnicos, incluindo vistorias de campo e programação de batimetria (ciência de medir profundidade de corpos d’água a exemplo de rios), etapas necessárias para a definição do escopo do serviço de desassoreamento que será realizado.

MUNICÍPIO

Enquanto o Estado não inicia sua frente de atuação, a Prefeitura se movimenta em ações que reduzam problemas causados pelos temporais de verão. Equipes do município têm realizado a limpeza e roçagem das margens do Tamanduateí e na contenção das paredes concretadas nas laterais do rio. Maquinário pesado e operários iniciaram os trabalhos ainda em outubro e seguem em atuação. 

Ações de conscientização contra o descarte irregular, limpeza de bueiros e coleta de lixo de ruas e avenidas, são realizados rotineiramente para impedir a obstrução do leito do rio.

Estas ações realizadas pelo município contribuíram para que o Rio Tamanduateí não transbordasse na sexta-feira (16) durante a forte chuva.

Semil prevê até o fim de março aporte de R$ R$ 46,2 mil em desassoreamento

No fim de novembro, a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) do Estado, Pasta chefiada por Natália Resende, anunciava ao Diário que até o fim do primeiro trimestre de 2026, aporte de R$ 42,2 milhões em intervenções de limpeza e desassoreamento de córregos e rios no Grande ABC devem ser aprotados. O valor considera investimentos já alocados no biênio 2024-2025. Segundo estimativa da SP Águas, agência reguladora do setor, já foram retirados cerca de 421 mil m³ de sedimentos na região dos cursos d’água do Grande ABC.

A agência e a Secretaria, no entanto, não apontaram se os investimentos contemplariam o Rio Tamanduateí, que corre ao longo da Avenida dos Estados.

As intervenções integram o programa Rios Vivos, do governo paulista que promove a revitalização de afluentes e outros cursos d’água; desta forma, o risco de transbordamento é reduzido. Somente no Córrego Oratório, que divide duas cidades na altura da Rua Taubaté, no Bairro Camilópolis, em Santo André, com a Rua Três Lagoas, Vila Industrial, na Capital, foram investidos R$ 500 mil no desassoreamento de 210 metros do leito do curso d’água.

Natália, em março do ano passado, em entrevista exclusiva ao Diário, apontava que a Pasta estava voltada a intensificar as ações no manejo de águas em todo o Estado. “O setor ficou muito tempo nessa lógica de enxugar gelo."

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