Comunicado foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em conta na rede social X
FOTO: RS/Fotos Públicas

O governo israelense disse hoje, 17, que não foi consultado sobre a composição do Conselho Executivo de Gaza, anunciada ontem, 16, pelo governo dos Estados Unidos. "O anúncio referente à composição do Conselho Executivo de Gaza, que é subordinado ao Conselho de Paz, não foi coordenado com Israel e contraria sua política", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em sua conta na rede social X.
Em comunicado, ontem, a Casa Branca informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, farão parte do conselho executivo. O objetivo deste colegiado, segundo a nota, é "operacionalizar a visão do Conselho de Paz", presidido pelo próprio Trump.
"O primeiro-ministro Netanyahu instruiu o ministro dos Negócios Estrangeiros Gideon Saar a entrar em contato com o secretário de Estado dos EUA Rubio sobre este assunto", acrescenta a postagem do gabinete.
Os conselhos e o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), que será liderado pelo palestino Ali Shaath, fazem parte do plano de Trump para pacificar Gaza. Shaath é um engenheiro civil nativo de Gaza que já ocupou diferentes cargos na Autoridade Palestina, que governa parte da Cisjordânia, entre eles o de vice-ministro do Planejamento e da Cooperação Internacional.
Para o Conselho da Paz, organismo internacional para discutir uma saída política para Gaza, Trump convidou ainda o presidente da Argentina, Javier Milei, e teria convidado também o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que é um forte crítico dos ataques israelenses ao território palestino.
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