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Vendas de imóveis sobem 60%, enquanto aluguéis despencam 20% no Grande ABC

Levantamento compara desempenhos de outubro e novembro de 2025; expectativa de queda da Selic justifica maior confiança no setor

Beatriz Mirelle
17/01/2026 | 09:02
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As vendas de imóveis no Grande ABC tiveram alta de 58,33% e os novos contratos de locações apresentaram queda de 20,29% em novembro na comparação com outubro de 2025. Os dados são do Crescisp (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo). De acordo com o levantamento, a expectativa de queda na taxa básica de juros da economia em 2026 aumentou o otimismo dos consumidores e repercutiu sobre a demanda que estava reprimida ao longo do ano passado. 

A pesquisa aponta que a média de valores dos imóveis vendidos no período foi acima de R$ 500 mil. Os apartamentos foram os mais escolhidos (81%) – geralmente com dois dormitórios e área útil de 100 a 200 metros quadrados. Os consumidores também optam por propriedades e regiões centrais (41,5%). Quando se trata de casa, os consumidores escolhem comprar opções com mais de dois quartos e área útil de até 200 metros quadrados. 

O estudo considera 120 imobiliárias na região – exceto Rio Grande da Serra.

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Entre as modalidades de venda preferidas, 37,8% foram financiadas pela Caixa, 27,7% por outros bancos, 10,1% diretamente pelos proprietários, 19,3% dos negócios foram fechados à vista e por consórcios, enquanto 5% no período.

“A (expectativa de) baixa na Selic imprime uma confiança para assumir compromisso com o financiamento imobiliário, que é um contrato de longa duração e gera receio nas pessoas. As instabilidades com o tarifaço norte-americano também tiveram repercussões no mercado, mas quando a confiança na política econômica do governo aumenta, os negócios ficam mais fáceis para reverter a curva de queda que tivemos em 2025”, pontua o presidente do Crecisp, José Augusto Viana Neto.

Em relação aos contratos de aluguel, os moradores da região escolheram faixas de preço acima de R$ 3.000. Tanto quando se trata de casa quanto de apartamento, a maioria alugou imóveis com até dois dormitórios e área útil entre 50 e 100 metros quadrados. A principal garantia locatícia escolhida foi o seguro fiança. 

“É importante que os corretores prestem atenção nos números porque são eles que mostram onde há maior potencial de liquidez e realização de negócio”, destaca Viana Neto. 

Para o presidente, as vendas devem continuar em alta no primeiro trimestre de 2026. Já a locação, segundo ele, é muito imprevisível, por fatores como finalização de contrato, alta demanda e baixa oferta. “É um mercado que funciona com muita dificuldade. O número de pessoas que dependem e procuram por esses imóveis é muito grande, mas a disponibilidade é pequena. Todo contrato é de 30 meses. Quando esse período acaba, geralmente o proprietário já tem outras pessoas que oferecem valores maiores do que o inquilino atual.”

Ele reforça, ainda, que a queda no número de alugueis indica que menos locatários devem devolver o imóvel. “O índice indica que ele teve condições para permanecer. Assim, evitou despesas com mudança e outros problemas, como troca de escola dos filhos, ficar mais distante do trabalho etc.”

Viana Neto destaca que o acumulado de 2025 mostra crescimento robusto em ambos os setores: as vendas subiram 101,6% e as locações, 73,6%. 

“Isso confirma a solidez do mercado imobiliário do Grande ABC e a capacidade de recuperação mesmo diante de oscilações pontuais ao longo do ano.”

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