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Pai procura por filho de 8 anos desaparecido há 41 dias em Santo André

Allan Vieira, 35, busca informações do paradeiro de Bernardo; Polícia investiga

17/01/2026 | 06:00
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Bernardo foi retirado da escola onde estuda, em Santo André, pelo avô, em 7 de dezembro FOTO: Arquivo Pessoal
Bernardo foi retirado da escola onde estuda, em Santo André, pelo avô, em 7 de dezembro FOTO: Arquivo Pessoal Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Desde o dia 7 de dezembro do ano passado, o engenheiro de projetos Allan Bissoni Vieira, 35 anos, vive a angústia de não saber onde está o filho, Bernardo Gonçalves Vieira, 8. A criança desapareceu em Santo André após ser retirada da escola em uma sexta-feira, no dia 5 de dezembro pelo avô materno e pai de Larissa Roberto Gonçalves, 32, mãe da criança, que não devolveu o menino, dois dias depois, no domingo, dia 7, conforme o acordo judicial.

Na data, Larissa teria levado o filho para almoçar fora da casa dos pais, mas não retornou nem fez a entrega no horário combinado, às 20h, na casa dos avós paternos, na Capital.

“Ela retirou o Bernardo no horário do almoço e depois não voltou mais. Desde esse dia, não responde ligações, e-mails ou mensagens”, afirmou Vieira.

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Segundo o pai, todas as tentativas de contato foram bloqueadas, e os telefones atribuídos à mãe estão desligados ou já pertencem a outras pessoas. Familiares maternos alegam não saber o paradeiro de Larissa e da criança.

O caso é investigado pela Polícia Civil como subtração de incapaz. Inicialmente atendida pelo 2º DP (Distrito Policial), a ocorrência passou a ser acompanhada pelo 3º DP de Santo André, por ser a área onde o desaparecimento teria ocorrido, segundo a polícia.

A Justiça reconhece desde novembro de 2021 a guarda unilateral de Bernardo ao pai, conforme decisão da 2ª Vara da Família e Sucessões de São Bernardo, que assegura à mãe o direito de visitas em finais de semana alternados, com a devolução da criança aos domingos à noite.

“Sempre busquei resolver tudo na lei. Nunca pensei que ela descumpriria uma decisão judicial”, lamentou Vieira. O pai decidiu ampliar a divulgação do caso nas redes sociais e em cadastros de crianças desaparecidas, na tentativa de localizar o menino.

“Meu filho é uma criança muito inocente. Ele gosta de conversar com as pessoas, é muito carinhoso. Ele é aquela criança que está sempre querendo brincar, é ativo, mas também gosta um pouco do videogame dele”, descreveu o pai.

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