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Medalhas inspiram o futuro da ciência

João Batista Garcia Canalle
16/01/2026 | 09:57
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Quando a teoria ganha o céu de maneira prática, o interesse genuíno dos estudantes aumenta. Áreas que antes não atraíam jovens passam a ganhar espaço. A Oba (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) é prova disso, mostrando que as Olimpíadas Científicas podem ser empolgantes, acessíveis e transformadoras.

As olimpíadas do conhecimento vêm se consolidando como uma ferramenta essencial de incentivo à educação e à descoberta de talentos no País. Nesse sentido, a Oba e a Obafog (Olimpíada Brasileira de Foguetes) se destacam por unir aprendizado prático, curiosidade científica e inclusão.

Ao longo de 2025, juntas, as competições reuniram mais de 1,8 milhão de estudantes de escolas públicas, privadas e rurais de todo o Brasil. Foram distribuídas mais de 116 mil medalhas, celebrando o esforço e a dedicação de jovens apaixonados por ciência, tecnologia e inovação.

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Além de testar conhecimentos e reconhecer o esforço dos participantes por meio das medalhas, olimpíadas científicas como a Oba e a Obafog também abrem portas para o ensino superior. Universidades como USP, Unicamp, Unesp, Unifei, Facens, UFMS e outras oferecem vagas e bolsas para medalhistas, estimulando a continuidade da formação científica no País.

A Oba avalia conhecimentos de astronomia e astronáutica e serve como porta de entrada a quem deseja representar o Brasil em competições internacionais, como a IOAA (Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica) e a Olaa (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica).

A Obafog, por sua vez, desafia os estudantes a construir e lançar foguetes, aplicando conceitos de física, química, engenharia e astronomia de forma prática e divertida. Os foguetes podem ser feitos de garrafa PET, papel, canudo ou até propelente sólido, dependendo do nível da competição.

Os melhores classificados na Obafog, dos níveis 3 ao 6, são convidados para a Jornada de Foguetes, realizada em Barra do Piraí (RJ). O evento reúne oficinas práticas, palestras com especialistas, observação do céu noturno e lançamentos de foguetes.

Fica claro que as olimpíadas científicas contribuem significativamente para a popularização da ciência no Brasil, com baixo custo e alto engajamento. Na Oba e na Obafog, cada foguete lançado e cada olhar curioso para o céu representam uma trajetória que começa na imaginação e pode terminar em um laboratório, em uma universidade ou até em uma missão espacial. Por tudo isso, valorize e apoie as olimpíadas científicas.

João Batista Garcia Canalle é astrônomo e coordenador da Oba (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e da Obafog (Olimpíada Brasileira de Foguetes).




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