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Anfavea projeta elevação de 3,7% na produção de veículos em 2026

Associação dos fabricantes destaca a taxa de juros entre os fatores que podem atrapalhar a projeção para o ano

16/01/2026 | 09:26
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Presidente da Anfavea, Igor Calvet fala em revisar metas de acordo com as circunstâncias (FOTO: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Presidente da Anfavea, Igor Calvet fala em revisar metas de acordo com as circunstâncias (FOTO: Paulo Pinto/Agência Brasil) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). 

O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano. Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% , informou a Anfavea.

“Continuamos com um ano de dificuldades”, disse ontem o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. “Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos”, pontuou.

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No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.

Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking global de mercado.

Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. 

“Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor”, detalhou o presidente.

Calvet ressaltou também a ocorrência de discussões importantes como, por exemplo, sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda assim foram números positivos para o setor”, completou.

Além das vendas e da produção, o setor automotivo também teve um ano positivo em exportações, com crescimento de 32,1% e quase 529 mil unidades comercializadas no período. “As exportações surpreenderam em 2025. Só para a Argentina o crescimento foi de 85% em relação a 2024. Nossos embarques ao Exterior superaram as importações, que também foram em nível alto. Tivemos quase meio milhão de veículos importados no País no ano de 2025”, disse.

Para 2026, a expectativa de crescimento das exportações gira em torno de 1,3%.

Já as importações cresceram 6,6% no período, puxado principalmente pela entrada de veículos fabricados em países sem acordo de livre comércio com o Brasil, como a China. O país asiático representou 37,6% dos 498 mil importados que foram emplacados no Brasil no ano passado.

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