Tempestade Santo André e Mauá foram as cidades mais afetadas; moradores perdem eletrodomésticos
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A forte chuva que atingiu o Grande ABC na tarde desta quinta-feira (15) causou alagamentos, quedas de árvores e prejuízos aos moradores. As prefeituras de Santo André, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires registraram diversas ocorrências em razão do grande volume de água concentrado em um curto período. Até à noite de hoje, 4.072 imóveis estavam sem energia elétrica na região devido a forte chuva.
Em Santo André, o Departamento de Proteção e Defesa Civil informou que, em cerca de 90 minutos, o município acumulou 44 milímetros de chuva. Segundo o órgão, não houve transbordamento de córregos, desabamentos, vítimas ou registro de árvores caídas. No entanto, foi realizada uma remoção preventiva de uma árvore que apresentava inclinação e oferecia risco à população.
O Paço de São Caetano contabilizou quatro pontos de alagamento na cidade, sendo um deles na Avenida Prosperidade com a Rua Felipe Camarão. Ainda segundo o município, foram registradas quedas de árvores nas ruas Conselheiro Lafayette, São Francisco de Assis, Romão Belchior Peres e na Serafim Carlos.
Já em Diadema, a Defesa Civil não registrou desmoronamentos nem quedas de árvores. O Departamento de Trânsito apontou alguns pontos de alagamento com rápido escoamento das águas e manteve agentes auxiliando nas ocorrências, com isolamento de vias e orientação a pedestres e motoristas.
A Defesa Civil de Ribeirão Pires contabilizou 25 mililitros de chuva no município. A tempestade resultou em queda de árvore na Rua Salvador Ripoli e um ponto de alagamento na Rua Coronel Oliveira Lima. “Outra intercorrência aconteceu na Rua Dos imigrantes, com deslocamento da tampa de lobo. Equipes de zeladoria já se deslocaram ao local para solucionar”, informou a Prefeitura.
PREJUÍZOS
A situação foi mais crítica em alguns bairros de Mauá. Por volta das 14h15, foi observada a formação de uma ilha de calor sobre o município, acompanhada de chuva que durou cerca de duas horas. Foram registradas duas quedas de árvores na Avenida Barão de Mauá e quatro pontos de alagamento, sem vítimas.
No bairro Parque Boa Esperança, na Avenida Américo Colalilo, moradores relataram que a água subiu rapidamente e invadiu residências. A aposentada Elena Batista, 62 anos, contou que perdeu eletrodomésticos, móveis, e compras recentes. O veículo da família ficou submerso na garagem e, após a água abaixar, coberto de lama.
“Quando escutei o estalo, começou a vazar pela comporta. Subi para o segundo andar e, quando desci, a água já estava chegando na escada. A geladeira boiou, o freezer, o sofá, o rack. Perdi tudo na parte de baixo”, relatou.
O técnico de manutenção, Elvio Silva, 55, afirmou que a água chegou a cerca de dois metros de altura na rua e que a situação se repete há décadas. “Isso aqui não é de agora, já faz uns 25 anos. É dezembro, janeiro, fevereiro e março nessa agonia”, afirmou.
A aposentada Geralda Isaías de Paiva Moreira, 81, que mora sozinha, também teve a casa invadida pela água e precisou ser retirada por um sobrinho. “Encheu muito rápido. Achei que ia morrer afogada”, relatou. Segundo ela, colchões e o fogão foram danificados.
No Jardim Zaíra, o eletricista automotivo, Gilson Lopes Pacheco, 33, que trabalha em uma auto elétrica na Avenida Presidente Castelo Branco, contou que a água entrou em poucos minutos. “Foi muito rápido, em menos de cinco minutos já encheu”, disse. Ele afirmou que, desta vez, não houve prejuízos, mas que lojas vizinhas foram atingidas.
São Bernardo e Rio Grande da Serra não informaram as ocorrências até o fechamento desta edição.
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