Educação Diadema, Mauá e Ribeirão Pires ampliam valores; Santo André, São Bernardo e São Caetano estão com licitação
Gabriel Inamine/PMSBC

As prefeituras do Grande ABC projetam aplicar, pelo menos, R$ 90 milhões na alimentação escolar no ano letivo de 2026. O montante é resultado da atualização dos orçamentos municipais frente à demanda de alunos e às normativas nutricionais estabelecidas pelo governo federal. Enquanto municípios como Diadema e Mauá apresentam previsões de alta nos gastos em relação ao ano anterior, cidades como Santo André, São Bernardo e São Caetano ainda conduzem processos de licitação para determinar os custos finais com insumos e logística.
São Bernardo estima um gasto mínimo de R$ 24,9 milhões para a compra de gêneros alimentícios estocáveis, com pregão eletrônico marcado para fevereiro. A rede municipal, composta por 222 unidades de ensino e 76,9 mil estudantes matriculados, exige que o fornecedor entregue os produtos diretamente em cada escola. O governo utiliza o valor repassado pelo Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) com complementação de recursos próprios, mantendo o atendimento sob supervisão do Conselho Municipal de Alimentação Escolar para garantir as metas nutricionais previstas em lei.
Em Santo André, a distribuição de mantimentos custou R$ 3,97 milhões em 2025, mas o orçamento para o ciclo atual segue indefinido. A rede, que atendeu 47,6 mil alunos matriculados em 144 unidades, mantém cardápios baseados na sazonalidade. A produção das refeições ocorre em sistema misto, com preparo dividido entre o Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e as escolas municipais, onde matriculados com restrições alimentares recebem dietas adaptadas conforme orientação de nutricionistas.
Diadema, por sua vez, prevê elevar o investimento de R$ 19,8 milhões do ano passado para R$ 25 milhões em 2026 na merenda. A administração substituiu o fornecimento de lanches secos por refeições completas para os 28 mil estudantes da rede municipal. O programa “Comida Boa” introduziu itens como batata rústica e frutas variadas no cardápio unificado. O custo médio por aluno é de R$ 5,73 ao dia, e a Prefeitura prorrogou a validade de concurso público para suprir a necessidade de agentes de cozinha nas escolas.
Em Mauá, o planejamento orçamentário para 2026 subiu para R$ 32,6 milhões, atendendo 16 mil alunos em 49 unidades escolares. O valor supera os R$ 21,6 milhões aplicados no exercício anterior, seguindo as recomendações de resoluções federais sobre segurança alimentar. O mapeamento de estudantes com diabetes ou doença celíaca é realizado via entrega de laudo médico pelos responsáveis, o que gera uma orientação nominal para as merendeiras prepararem substituições específicas de acordo com a patologia diagnosticada.
São Caetano aplicou aproximadamente R$ 20 milhões no setor em 2025 e mantém a fase final de licitação para os contratos visando o fornecimento dos insumos do novo período letivo. A Secretaria de Educação informou que os cardápios escolares são elaborados pelo setor de alimentação da Pasta, seguindo as diretrizes do PNAE, com planejamento considerando a faixa etária e as necessidades biológicas dos estudantes em todas as etapas educacionais. A rede também adota protocolos específicos a estudantes com restrições alimentares ou condições de saúde, mediante apresentação de laudo médico.
Ribeirão Pires fixou em R$ 8,25 milhões o orçamento para a merenda de 33 escolas e cerca de 7,6 mil alunos em 2026. O investimento per capita foi calculado em R$ 1.081,25, composto por verbas federais e do tesouro municipal. Os cardápios priorizam alimentos in natura e itens da agricultura familiar, sendo preparados nas próprias unidades por equipes capacitadas. O atendimento a alunos com necessidades especiais ocorre mediante cadastro e apresentação de diagnóstico clínico, que define a dieta substitutiva.
Entre todas as sete prefeituras, somente Rio Grande da Serra, do prefeito Akira Auriani (PSB), não forneceu informações sobre a merenda escolar no ano letivo de 2026.
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