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Na Rua Natal, terreno abandonado gera receio de moradores em Santo André

Local preocupa por possível proliferação de mosquitos e descarte de lixo

14/01/2026 | 19:58
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Um terreno abandonado localizado na Rua Natal, na Vila Leopoldina, em Santo André, tem causado preocupação entre moradores da via e do entorno devido ao acúmulo de lixo, mato alto. No local, é possível encontrar copos descartáveis, garrafas de cerveja, embalagens de marmitas, pedaços de madeira e até uma televisão descartada.

A situação se arrasta há pelo menos três anos, segundo relatos de quem vive na região, e tem se agravado com o passar do tempo. O espaço também preocupa por ser um possível foco de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de abrigar insetos e animais como ratos e baratas.

Moradora da rua há cerca de 20 anos, a dona de casa Sueli de Pieri, 58 anos, conta que no local havia uma casa antiga antes de ser demolida. “Depois que derrubaram, até mandavam limpar com certa frequência, mas isso parou. Hoje o pessoal joga marmita, copinho, garrafa, de tudo. Tem fábrica ao lado, hospital na frente, e já chegamos também ver luvas e máscaras no lugar”, relata.

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Segundo ela, a presença de mosquitos aumentou significativamente. “A gente já teve casos de dengue no bairro no ano passado . É calor de dia, chuva à tarde e à noite, fica tudo propício”, afirma a dona de casa. 

Sueli também diz que agentes da Prefeitura chegaram a visitar o quarteirão, após registro do caso de dengue, mas o terreno continuou sem manutenção. “A gente cuida do nosso quintal, da caixa d’água, dos vasos. Mas e o terreno?”, lamenta.

A vendedora Silvia Prado Zaratini, 62, que também mora há duas décadas na rua, confirma que o problema é antigo. “Antes não tinha isso. Não tinha tanto mosquito, não tinha esse monte de lixo. De uns anos para cá piorou muito.”, afirma.

“Com mato alto e sujeira, pode aparecer barata, rato, escorpião. A gente já teve problema com rato aqui na rua”, diz a vendedora.

Os moradores relatam que não conhecem o proprietário da área e que há placas de diferentes imobiliárias no local. Para eles, falta fiscalização. “Se está à venda, alguém tem que cuidar. É uma questão de saúde pública”, defende Sueli.

Questionada sobre fiscalizações no local, a Prefeitura de Santo André não respondeu até a publicação desta matéria.

DENGUE

Dados do Painel Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde mostram que as sete cidades registraram apenas no início deste ano, de 1° a 14 de janeiro, dez casos de dengue, sendo oito em Diadema, um em São Bernardo e outro em Mauá. 

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