Saúde Para prefeitos que integram a entidade regional, discussão sobre a implementação do complexo hospitalar no Grande ABC é urgente
Santa Casa está em tratativas para receber a unidade voltada ao tratamento do câncer em crianças e jovens (FOTO: Denis Maciel 12/01/26)

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC se reúne nesta quarta-feira (14) com representantes da Santa Casa de São Bernardo, instituição que deve receber o hospital oncológico infantil regional. A discussão sobre o novo equipamento ganhou força após o fechamento da Casa Ronald McDonald, em Santo André, que oferecia suporte ao tratamento de oncologia a crianças e encerrou os atendimentos no ano passado.
Marcelo Lima (Podemos), prefeito de São Bernardo e presidente do colegiado, afirmou que o avanço do tema é resultado de um novo momento do Consórcio, pautado pelo diálogo permanente entre os municípios e pela construção de soluções regionais. Segundo o prefeito, esse processo pode suprir a demanda deixada pelo encerramento das atividades da Casa Ronald McDonald.
“Estamos falando de uma demanda sensível, que afeta diretamente crianças e famílias, e que exige responsabilidade, união e compromisso. Nosso foco é garantir um atendimento humanizado e de excelência, sempre colocando a população em primeiro lugar. A união efetiva das cidades, por meio do Consórcio, sempre vai se reverter em ganhos para a população”, pontuou.
De acordo com Marcelo Lima, 2025 foi um ano de reconstrução do colegiado, com todos os prefeitos focados no mesmo objetivo: melhorar a vida de quem vive no Grande ABC. “O que acontece em São Bernardo, como tenho defendido, também impacta quem mora em Diadema; o que ocorre em Santo André também tem impacto em quem mora em São Bernardo e assim por diante”, complementou.
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB), que deve assumir a vice-presidência da entidade neste ano, destacou que o tema deverá ser debatido na próxima assembleia do colegiado. “Na próxima reunião do Consórcio deve ser discutido o modelo proposto, mas é sempre necessário ampliar e melhorar o atendimento à saúde no Grande ABC”, destacou.
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Para Guto Volpi (PL), prefeito de Ribeirão Pires e provável próximo presidente do colegiado, a luta contra o câncer é extremamente dolorosa e exige atenção integral, não apenas ao aspecto emocional e psicológico dos pacientes, mas também à garantia de acesso a um tratamento de qualidade.
“A saída da Casa Ronald McDonald em Santo André puxou a atenção regional para a necessidade de políticas públicas voltadas às nossas crianças que enfrentam a batalha contra o câncer. Não somente com o tratamento mais próximo de suas residências, garantindo acesso e mantendo as crianças no convívio familiar e com amigos, o que se soma ao tratamento e ao alcance da cura, como também com a necessidade de abrigo durante o tratamento, algo de que muitas delas precisam por integrarem famílias em situação de vulnerabilidade. A discussão sobre a vinda de um hospital oncológico infantil, que garanta acolhimento e tratamento contínuo, é urgente”, disse Guto.
O secretário de Saúde de Diadema, Antonio Carlos do Nascimento, afirmou que a discussão sobre a implementação do hospital oncológico infantil é muito bem-vinda. “O câncer é uma doença traumática, que impacta as famílias em diversos aspectos, como o emocional, o convívio social e até dificuldades relacionadas à locomoção. É muito importante podermos contar com um hospital oncológico infantil dentro do Grande ABC”, disse.
O secretário ressaltou ainda que a Santa Casa de São Bernardo possui excelente infraestrutura para receber a unidade. “Têm um centro de he-modinâmica supermoderno. O espaço físico é muito grande e (o hospital) tem como crescer”, complementou.
Dulcineia Santos e seu filho Kauan da Silva, de 11 anos, que tem leucemia, são exemplo da falta que faz um hospital para o atendimento de pacientes e de suas famílias. “Vai fazer um mês que voltei de São Paulo. Moro no Amapá e terei de retornar em fevereiro para dar continuidade ao tratamento. Se não houver vaga em uma casa de apoio, vou ter de pagar um lugar para ficar, e não tenho condições, pois desde que meu filho ficou doente, estou sem trabalho.”
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