Dados Em 2025, foram 20.105 óbitos, alta de 5% em um ano; todas as causas são compiladas
Cemitério Curuça, em Santo André, é um dos destinos FOTO: Celso Luiz/Banco de Dados

O Grande ABC registrou uma morte a cada 30 minutos em 2025. Segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, foram contabilizados no ano passado 20.105 óbitos nos cartórios das sete cidades. Os dados consideram todas as causas, sejam mortes naturais, doenças, acidentes ou até mesmo homicídio.
Em comparação com 2024, o número de falecimentos teve um aumento de 5%. No ano retrasado, foram 18.972 registros no Grande ABC. Segundo a Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo), essa alta foi derivada de fatores demográficos esperados.
“Esse aumento não deve ser observado como resultado isolado. A região, assim como o restante do Estado, passou por um processo contínuo de envelhecimento da população, o que naturalmente impacta os números de óbitos ao longo do tempo”, afirmou a entidade. Em São Paulo, foram contabilizadas 360.565 mortes em 2025 ante 356.402 em 2024.
Ainda de acordo com a instituição, o crescimento de 5% foi uma oscilação anual sem indícios de uma causa única. Além da alta de um ano para o outro, o número de 2025 também foi o maior desde 2021, quando o mundo passava pela pandemia de Covid-19. Nesse período, foram contabilizadas 24.242 mortes nas sete cidades.
Nos outros anos da série, 2022 e 2023, os cartórios registraram 19.348 e 18.428 óbitos, respectivamente.
Por justamente ser durante um momento pandêmico, o ano de 2021 foi um ponto fora da curva. “Não serve como parâmetro direto de comparação. O número registrado em 2025 no Grande ABC não indica um retorno àquele cenário, mas sim uma normalização dos registros de um contexto demográfico mais amplo, não como um reflexo de um evento excepcional ou de uma crise sanitária. O que se espera é um crescimento gradual, impulsionado pelo envelhecimento e pelo aumento da longevidade”, garantiu a Arpen-SP.
Santo André foi a cidade com maior número no período de 12 meses do ano passado, com 6.597. Na sequência, aparecem São Bernardo (6.270), Mauá (2.366), Diadema (2.075), São Caetano (1.828), Ribeirão Pires (708) e Rio Grande da Serra (261).
DIREITOS
A Arpen-SP ressaltou a importância da necessidade de realizar o registro do óbito nos cartórios, a fim de garantir direitos para familiares da vítima.
Além de formalizar legalmente o falecimento e emitir a certidão, o ato viabiliza procedimentos como inventário, pensões, seguros e encerramento de vínculos civis.
“Também evita fraude e permite à família assegurar direitos patrimoniais. Sem esse procedimento, diversos registros ficam impossibilitados de serem exercidos”, concluiu a associação.

NASCIMENTOS
Após dez anos de queda nos números, a região também registrou aumento na taxa de natalidade em 2025. Foram 24.374 nascimentos, ante 24.072 no ano anterior, crescimento de 1,2%, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil.
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