Triste Entidade coloca responsabilidade na empresa pela morte do funcionário em explosão
Reprodução/Câmera de Segurança

Após a morte do serralheiro e morador de São Bernardo Gerlucio de Sousa, 42 anos, o Sindicato dos Químicos do ABC garantiu que irá fiscalizar as questões de segurança da empresa Grax Lubrificantes, em Mauá. O funcionário foi vítima, na última quinta-feira (8), de um acidente fatal decorrente de uma explosão em um tanque de óleo. A causa da morte foi politraumatismo.
O diretor da entidade, Márcio Barone, confirmou que acionou a delegacia regional do trabalho e aguarda a visita de um auditor na fábrica nos próximos dias.
“Fizemos uma vistoria há alguns meses. De forma geral, a situação estava boa, não vimos nada gritante. Mas, parece que a empresa tem vários processos trabalhistas e está em dificuldade. A partir de agora, vamos apertar na questão de auditoria da segurança”, afirmou Barone.
Gerlucio de Sousa estava desde 2020 na empresa e já havia sofrido um acidente grave em 2023. O serralheiro estava soldando uma peça da tampa de uma caldeira quando o equipamento ganhou pressão e lançou a tampa para longe. Na ocasião, ele sofreu traumatismo craniano, mas voltou ao trabalho após período de recuperação.
Em nota, a Grax lamentou a fatalidade e disse que colabora com os órgãos para identificar as causas do acidente. “A Grax Lubrificantes segue rigorosamente todas as diretrizes e procedimentos de segurança, como utilização de EPI (Equipamento de Proteção Individual), treinamentos técnicos de segurança, avisos e comunicações, bem como as certificações e licenças exigidas pelos órgãos competentes para operações”, comunicou.
Nesta segunda-feira (12), os familiares do trabalhador e os representantes da empresa se reuniram para tratar dos acordos trabalhistas. Na conversa, os parentes foram informados de que receberão suporte psicológico oferecido pela Grax. A empresa também disse que custeou o funeral da vítima, no entanto, o jazigo em Santo André é temporário.
Para o diretor do Sindicato dos Químicos, Márcio Barone, a Grax tem responsabilidade na morte do funcionário. “Dar condições de trabalho com segurança é dever deles”, completou Barone.
A professora e cunhada de Sousa, Rosemeire dos Santos, 53, comentou que a empresa foi negligente, apesar da mudança de comportamento em relação à comunicação. Segundo ela, após o ocorrido, as conversas estavam difíceis. “Eles realmente mudaram a atitude. O que não muda o fato de um rapaz morrer por falta de segurança no trabalho. Também não mudou o fato da negligência da empresa e de um homem deixar um filho biológico, três de consideração e uma companheira”, ressaltou.
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