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De São Bernardo, beatboxer sonha em conquistar o mundo

Miguel Bastos é um dos maiores nomes da cena hip-hop com títulos na Liga do Beat; em julho, músico representa Brasil em torneio da América

12/01/2026 | 08:52
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FOTO: Denis Maciel | DGABC
FOTO: Denis Maciel | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Embora o beatbox tenha ganhado fama internacional, é no Grande ABC que uma estrela local se destaca. O auxiliar de operação e morador de São Bernardo Miguel Bastos, ou apenas Magnum, 20anos, brilha na cena e já conquistou campeonatos nacionais.

Popularizado em 1980 em Nova York, nos Estados Unidos, o beatbox é a prática de produzir sons de instrumentos, aparelhos eletrônicos e até objetos comuns do cotidiano apenas com a boca.

Bastos contou que teve o primeiro contato com a arte em 2018, após ver vídeos do GBB (Grand Beatbox Battle), campeonato mundial da categoria. “Comecei a praticar vendo os vídeos. Pessoal da escola ia rimando e eu fazia as batidas. Mas quando descobri o cenário competitivo, chegou a pandemia da Covid-19 e não consegui batalhar presencialmente”, comentou.

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Mesmo assim o artista seguiu forte no seu sonho, treinando sempre que podia. Hoje, o morador de São Bernardo colocou seu nome como um dos maiores vencedores do Brasil. “Comecei a treinar e aprimorar. Veio o primeiro campeonato de 2023, a Batalha de Vidro, como é conhecida. Foi minha primeira vitória, minha virada de chave”, relembrou. Por vencer, ganhou a vaga para a Liga do Beat, que, segundo ele, é o campeonato mais tradicional da cena e reúne beatboxers de todo o Brasil.

“No mesmo ano, venci a Liga do Beat e, em 2024, fui bicampeão. Por ter dois títulos, hoje sou o maior vencedor dessa competição”, reforçou Bastos. Além disso, o músico conta com duas lideranças no ranking brasileiro, em 2022 e 2023.

De acordo com o músico, as batalhas têm duas sessões de um minuto e trinta segundos para cada competidor. Após isso, os jurados avaliam alguns critérios, como nitidez do som, estrutura da apresentação, técnica e complexidade, musicalidade e presença de palco.

TREINO

Diariamente, o artista treina sua composição vocal. Segundo ele, além de ter o dom, é necessário repetição para executar as batidas. “No começo, sai meio sujo. Mas praticando o som acaba saindo mais limpo. Basicamente, é repetição. Também é possível encontrar mudanças, por exemplo, a posição do microfone pode alterar o formato do som”, comentou.

Misturando instrumentos musicais, sons de gota e até mesmo de carro de Fórmula 1, Bastos tem o sonho de pisar no campeonato mundial. Neste ano, o artista vai disputar o campeonato da América ao lado de outros três brasileiros. O torneio está previsto para julho e vai acontecer na Colômbia.

“Quem ganhar, tem vaga para o GBB. Estaria na mesma prateleira que beatboxers que eu assistia e me fizeram começar. Mas estou com os pés no chão. Vou treinar bastante”, reforçou.

Além de prestígio na cena de batalhas, Bastos almeja viver da arte do hip-hop. “Também faço música por fora. Canto e espero viver das minhas músicas. Meu sonho é ser artista reconhecido, fazer shows e viver totalmente do beatbox. Assim, vou poder dar uma casa para minha mãe e para meu pai”, disse o artista.

Para o futuro, Bastos pretende cursar uma faculdade de música, com objetivo de aprimorar seus conhecimentos e técnicas.




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