Economia Titulo Polo industrial e inovação

Fundação Salvador Arena fortalece educação e trabalho para assegurar o avanço regional

Na data que marca os 111 anos do fundador, entidade reforça compromisso com inclusão

Beatriz Mirelle
12/01/2026 | 08:26
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Fundação Salvador Arena, que comemora hoje os 111 anos do seu criador, exerce papel determinante para consolidar o Grande ABC como polo industrial e de inovação. Com oito décadas de história desde a inauguração da Termomecanica, a entidade instiga a formação de mão de obra, fomenta a cultura tecnológica e fortalece os laços com os moradores da região. Em comemoração a esses momentos, a entidade lançou uma linha do tempo que detalha parte da história do idealizador ítalo-brasileiro, que morreu em São Bernardo, em 1998.

A diretora escolar do Colégio Engenheiro Salvador Arena, Cristina Favaron Tugas, afirma ao Diário que centralizar a história do empresário Salvador Arena em um site foi a forma que a equipe encontrou para reforçar o sentimento de pertencimento e a memória coletiva. “Ele nutria um afeto pela região, tanto que recebeu o título de Cidadão São-Bernardense, em 1971.” 

Arena nasceu em Trípoli, na Líbia, então colônia italiana, em 1915. Cinco anos depois, veio com a família para a Vila Prudente, em São Paulo, onde o pai montou uma oficina mecânica. 

DGABC

Ele formou-se engenheiro civil aos 21 anos pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). O primeiro emprego formal do jovem foi na empresa de distribuição de energia elétrica Light. 

Em 1942, com 200 dólares que recebeu de indenização da companhia, conseguiu criar a Termomecanica junto com um amigo. “Ao organizar visualmente esses marcos, a linha do tempo ajuda a compreender que o que foi construído pela Fundação é fruto do trabalho e do esforço da comunidade, que é, em grande parte, do Grande ABC.”

VALORIZAÇÃO

Entre os destaques da vida de Salvador Arena, está a campanha Adote um Desempregado, criada em 1983, época crítica para o mercado de trabalho brasileiro.

“Cada funcionário indicava um candidato a receber um salário mínimo por mês, ao longo de seis meses”, explica Cristina. “Depois, aos sábados, uma vez a cada dois meses, eram distribuídas 2.000 cestas básicas com 60 quilos de alimentos aos desempregados. O programa passou a se chamar Paef (Programa de Auxílio Emergencial), distribuindo vales-alimentação às famílias indicadas por três meses.”

A entidade também mostra que, antes da existência do 13º salário, Salvador Arena pagava um adicional no fim do ano aos colaboradores. Com o tempo, a depender do desempenho anual calculado por ele mesmo, o empresário distribuía a participação nos lucros. Em um determinado ano, foram pagos excepcionalmente 25 salários.

PILARES

Cristina Tugas ressalta que a Termomecanica, como uma das maiores indústrias de transformação de metais não ferrosos da América Latina, impulsionou a economia local ao criar postos de trabalho diretos e indiretos. 

Já a Fundação Salvador Arena, com ensino integral e gratuito, ajudou a promover “mobilidade social e preparou profissionais para atender às demandas da indústria”. “Essa combinação entre geração de empregos, qualificação e impacto social foi essencial para o desenvolvimento sustentável da região e para mudar milhares de vidas”, pontua a diretora. 

Segundo ela, o objetivo do Colégio Engenheiro Salvador Arena é formar cidadãos críticos, éticos e preparados para os desafios do futuro. “A inclusão é um dos pilares da Fundação Salvador Arena. Significa criar oportunidades reais para que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso à educação de qualidade, saúde, moradia digna e assistência social. Por isso, investimentos em bolsas de estudo e programas de formação técnica e superior sem mensalidade.”

Para o futuro, a entidade pretende intensificar práticas alinhadas ao ESG (governança ambiental, social e corporativa), focadas em produção responsável e economia circular, além de apoiar pesquisas e inovação no setor do agronegócio. “Essa integração entre qualificação, inovação tecnológica e fortalecimento de setores-chave é essencial para manter o Grande ABC competitivo”, completa Cristina.




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