Política Titulo Eleições 2026

Desde 1985, cinco ex-prefeitos da região foram eleitos deputados federais

Paulo Serra, Orlando Morando, José Auricchio Junior, Atila Jacomussi e Lauro Michels podem mirar cadeira na Câmara este ano

Bruno Coelho
10/01/2026 | 02:58
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FOTO: Celso Luiz 25/10/12
FOTO: Celso Luiz 25/10/12 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Desde a redemocratização, em 1985, o Grande ABC registrou apenas cinco casos de ex-prefeitos que, posteriormente, se elegeram deputados federais. Número semelhante pode se repetir na eleição de outubro, com nomes que devem buscar o mesmo caminho, como Paulo Serra (PSDB), de Santo André; Orlando Morando (sem partido), de São Bernardo; José Auricchio Júnior (PSD), de São Caetano; Atila Jacomussi (União Brasil), de Mauá; e Lauro Michels (PV), de Diadema.

Nas últimas quatro décadas, os primeiros casos de ex-prefeitos eleitos, em seguida, a deputados federais surgiram em 1995. Celso Daniel, prefeito de Santo André entre 1989 e 1992, chegou ao Congresso no mesmo período que José Augusto da Silva Ramos, ex-chefe do Executivo de Diadema, ambos filiados ao PT à época. Diferentemente do colega, o andreense permaneceu menos de dois anos em Brasília e retornou ao comando do Paço em 1997, cargo que ocupou até seu assassinato, em janeiro de 2002.

Outros dois casos vieram na eleição de 2010, desta vez com José de Filippi Júnior (PT), que naquela altura já somava três mandatos como prefeito de Diadema (1993-1996, 2001-2004 e 2005-2008), e William Dib, na ocasião filiado ao PSDB - hoje no PSB -, após comandar São Bernardo entre 2003 e 2008. O petista ainda se tornaria chefe do Executivo diademense pela quarta vez, no quadriênio 2021-2024.

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Outra liderança política a seguir para a Câmara Federal foi Luiz Marinho (PT), em 2022, após oito anos no comando do Paço de São Bernardo. No entanto, o petista quase não chegou a ocupar o assento, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo o nomeou ministro do Trabalho e Emprego. O ex-prefeito já descartou a possibilidade de se reeleger, optando por permanecer na Esplanada dos Ministérios.

Para 2026, Paulo Serra, também presidente estadual do PSDB, admite a possibilidade de se lançar a deputado federal, depois de ser prefeito por dois mandatos em Santo André, entre 2017 e 2024. Citado em pesquisas para o governo do Estado de São Paulo, o tucano ainda estuda caminhos alternativos, como de postulante a governador ou a uma das duas cadeiras em jogo ao Senado neste ano.

Também chefe do Executivo entre 2017 e 2024, Orlando Morando (sem partido) saiu de São Bernardo para ser secretário de Segurança Urbana da Capital, onde pavimenta a sua futura candidatura à Câmara Federal. O maior mistério por ora é o seu novo partido, após deixar o PSDB passados quase 20 anos de filiação. Especulações apontam o MDB, do prefeito da Capital, Ricardo Nunes, como o mais provável destino.

Quatro vezes chefe do Executivo em São Caetano, Auricchio não confirmou a pretensão de se lançar como postulante a deputado federal, mas rumores indicam como um destino provável, principalmente no auxílio à reeleição do filho, Thiago Auricchio (PL), a deputado estadual. Isso porque pela primeira vez após dois mandatos na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o liberal não terá o apoio do prefeito de São Caetano, posto antes exercido pelo pai, e hoje ocupado por Tite Campanella (PL), que já avisou ser muito difícil endossar o parlamentar devido ao racha político na cidade.

Por sua vez, o deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil), prefeito de Mauá entre 2017 e 2020, ainda articula a chapa a federal em outubro. O entrave para tentar saltar da Alesp para a Câmara se encontra no partido, o mesmo do deputado federal Fernando Marangoni, com base eleitoral na região. Segundo aliados, as tratativas seguem em andamento. Enquanto isso, em Diadema, Lauro Michels analisa convite do PSD para se lançar a uma das 513 cadeiras na Câmara.

O Grande ABC também apresenta o fluxo inverso, com ex-deputados federais assumindo prefeituras. São os casos de Marcelo Lima (Podemos), parlamentar em 2023 e hoje à frente de São Bernardo; Clóvis Volpi (PSD), na Câmara de 1999 a 2002 antes dos três mandatos em Ribeirão Pires; e o mauaense José Carlos Grecco, congressista entre 1987 e 1991. 

Atualmente, a bancada da região em Brasília conta com Marangoni, Alex Manente (Cidadania) e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT) - os dois últimos com passagens por disputas em São Bernardo, mas sem êxito.

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