Política Titulo Incitação golpista

Líder do PT pede à PF investigação contra Nikolas e irmãos Bolsonaro

Lindbergh fundamentou a representação apresentada em comentários dos parlamentares sobre o tarifaço e a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela

06/01/2026 | 07:14
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FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Da Agência Brasil
 FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Da Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), irá apresentar nesta terça-feira, 6, uma representação à PF (Polícia Federal) contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob a acusação de incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

"Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeirados Estados Unidos contra o Brasil", declarou em vídeo publicado no Instagram.

O principal post foi feito pelo deputado Nikolas Ferreira e alcançou 7,3 milhões de visualizações na rede social X. A publicação traz uma montagem que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo segurado por dois militares norte-americanos. A cena remete à imagem da prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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"Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira", afirmou o petista.

Lindbergh fundamentou a representação apresentada à Polícia Federal em comentários dos parlamentares sobre o tarifaço e a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, mencionada nas publicações.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.

"Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito", defendeu Lindbergh.




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