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Recuperação judicial pode dar futuro saudável ao Ramalhão, diz presidente

Com dívidas estimadas em R$ 12 milhões, clube inicia processo para reequilibrar finanças

Ryan Leme
Especial para o Diário
05/01/2026 | 17:31
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O Esporte Clube Santo André ingressou com pedido de Recuperação Judicial como parte de um plano de reorganização financeira e administrativa. A medida, de acordo com a diretoria andreense, visa a construção de um cenário financeiro mais equilibrado.

De acordo com o presidente Celso Luiz de Almeida, o processo serve como um instrumento para viabilizar o futuro da instituição. “O objetivo do processo é viabilizar um futuro financeiro saudável ao clube. Tínhamos questões da Vara Trabalhista que inviabilizavam nossa atuação. Com a recuperação judicial, podemos olhar isso com outros olhos”, afirmou. Segundo o mandatário, a prioridade é reorganizar as finanças e permitir que o clube volte a planejar suas ações com maior previsibilidade.

Responsável jurídico pelo processo, o advogado Odair de Moraes Júnior explicou que a decisão foi tomada após a identificação de dificuldades no fluxo de caixa. “Quando você não tem mais recursos para honrar as despesas correntes, nem do presente nem do passado, as dívidas se acumulam e passam a comprometer toda a operação”, disse. 

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Ele ainda destacou que a recuperação judicial permite o congelamento das dívidas antigas, evitando bloqueios de receitas essenciais. “Ela dá um fôlego para o clube se organizar no presente e, depois, equacionar o passivo de forma planejada”, completou.

Segundo Odair, o passivo do Santo André gira em torno de R$ 12 milhões, envolvendo dívidas trabalhistas, fiscais, bancárias e com fornecedores, valor que ele considera administrável em cerca de um ano para o porte do clube. 

Em nota, a diretoria reforçou que futebol profissional, atividades sociais e categorias de base não terão nenhuma mudança com o processo.




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