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Moraes pede à PF informações sobre ruído no ar-condicionado em sala onde Bolsonaro cumpre pena

Na manifestação encaminhada à Polícia Federal, Moraes também citou o pedido da defesa, que solicitou que fossem adotadas as providências técnicas necessárias à correção do problema descrito

05/01/2026 | 13:36
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FOTO: Rosinei Coutinho/STF Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a PF (Polícia Federal) forneça, no prazo de cinco dias, informações sobre um ruído contínuo do ar-condicionado na Sala de Estado Maior na Superintendência da PF, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena. Moraes tomou a decisão após a defesa alegar que o ambiente não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde.

"O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso", manifestou a defesa.

Na manifestação encaminhada à Polícia Federal, Moraes também citou o pedido da defesa, que solicitou que fossem adotadas as providências técnicas necessárias à correção do problema descrito. "Seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente -, garantindo-se ao custodiado condições adequadas de repouso e permanência no local", solicitaram os advogados.

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Segundo a defesa, o aparelho de ar-condicionado central está instalado imediatamente ao lado da janela do ambiente, a qual não dispõe de vedação adequada. Os advogados alegam ainda que as dimensões reduzidas da sala não possibilitam o fim do barulho.

Bolsonaro recebeu alta médica na última quinta-feira, 1.º, e foi levado de volta à sede da PF, em Brasília, para seguir cumprindo a pena. Ele foi condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado.




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