Editorial Dois mil e vinte e seis já começou e, em breve, o eleitor conhecerá os candidatos que, em outubro, vão disputar as eleições gerais no Brasil. É momento de alerta. Especialmente no pleito para deputado estadual e federal, no qual o sufragista do Grande ABC deve optar por nomes que tenham identificação com as sete cidades, pois a escolha afetará a capacidade de interlo-cução institucional da região. Optar por candidaturas com vínculo territorial amplia a chance de colocar os anseios regionais nos debates da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal. Mandatos oriundos do próprio território tendem a agir como ponte, reduzindo distância entre os problemas e as respostas administrativas.
Apostar em nomes do Grande ABC oferece vantagens ao eleitor. Parlamentares da região conhecem gargalos de infraestrutura, desafios industriais e ambientais, além de impactos sociais de decisões tomadas em Brasília ou no Palácio dos Bandeirantes. Esse conhecimento prévio acelera a formulação de propostas, facilita a fiscalização de programas e orienta emendas conforme prioridades coletivas. Além disso, a presença de seus representantes nas mesas decisórias amplia o peso político do bloco regional, permitindo diálogo mais equilibrado com outras bancadas e com o Executivo. A defesa de interesses ganha consistência quando quem fala compartilha vivência com quem será afetado.
É preciso evitar repetir o erro de concentrar votos em forasteiros que buscam apoio apenas no período eleitoral. Abertas as urnas, muitos deles ignoram o Grande ABC, direcionando esforços a outras bases e deixando lacunas na defesa regional. Há exemplos de sobra. Tal comportamento enfraquece a capacidade de influência e dilui recursos às demandas locais. Valorizar candidaturas enraizadas no território é o melhor caminho para construir representação alinhada aos seus anseios. Ao ser dado a quem conhece a região, o voto contribui para a execução de políticas que dialoguem com a realidade da população. O morador das sete cidades precisa refletir sobre isso antes de ir às urnas em outubro.
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