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Prefeitos do Grande ABC começam a definir apoios a deputados federais

Paulo Serra e Orlando Morando despontam como preferência entre os chefes de Executivo; Taka prega neutralidade

05/01/2026 | 08:21
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FOTO: Roque de Sá/Agência Senado
FOTO: Roque de Sá/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os prefeitos do Grande ABC começaram a se movimentar nos bastidores para definir os apoios aos candidatos que disputarão vagas na Câmara Federal nas eleições deste ano. Com a proximidade do calendário eleitoral, os chefes do Executivo municipal intensificam articulações políticas e sinalizam preferências, com o objetivo de ampliar a representatividade da região em Brasília.

Em Santo André, o prefeito Gilvan Ferreira (PSDB) é direto ao tratar do apoio a deputado federal. Aponta o ex-prefeito da cidade, atual vice-presidente nacional do PSDB e presidente da Executiva estadual do partido, Paulo Serra, como nome prioritário do grupo político.

Segundo Gilvan, há força e unidade suficientes para eleger um deputado estadual e um federal. “A preferência do apoio de todo o time é o ex-prefeito Paulo Serra, que reúne experiência, liderança e respaldo coletivo. Todos estaremos juntos nesse projeto. Caso ele venha a alçar voos maiores, o grupo conta com quadros qualificados e preparados para disputar a vaga, sempre com diálogo e coesão. Porém, a prioridade e a preferência do grupo é clara: Paulo Serra”, destacou.

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Em São Bernardo, o prefeito Marcelo Lima (Podemos) já definiu apoio à presidente nacional de seu partido, Renata Abreu, que, até o momento, é pré-candidata à reeleição para a Câmara Federal. Paralelamente, o chefe do Executivo são-bernardense ainda avalia qual nome “da casa” receberá seu respaldo. 

Três políticos ligados diretamente ao prefeito têm seus nomes cogitados para a disputa neste ano, mas ainda não definiram a qual cargo podem concorrer, à espera de uma definição que fortaleça o grupo político: os secretários municipais de Governo, Ivan Silva (PRTB), e de Esportes e Lazer, Fran Silva (Avante), ambos vereadores licenciados, além do líder do governo na Câmara, Julinho Fuzari (Cidadania). 

O vereador José Aurélio Bacelar de Paula, o Aurélio, presidente do diretório municipal do Podemos, também não descarta disputar uma vaga como deputado nas próximas eleições.

Já em Diadema, o prefeito Taka Yamauchi (MDB) afirmou que não adotará um palanque específico neste ano. Segundo ele, a administração municipal irá acolher todos os candidatos considerados “amigos da cidade”, independentemente de partido político. 

“Não teremos candidatos da gestão. Teremos candidatos amigos da cidade, assim como teremos candidatos a governador e a presidente que sejam aliados do município. Aqueles que não ajudarem a cidade, serei o primeiro a dizer, com honestidade, que não contribuíram. Da mesma forma, quando ajudarem, vou reconhecer que fizeram por merecer o nosso voto de confiança. É dessa maneira, transparente também do ponto de vista eleitoral, que vamos conduzir esse processo.”

Em São Caetano, o prefeito Tite Campanella (PL) tem se aproximado tanto de Paulo Serra quanto do ex-prefeito de São Bernardo e atual secretário de Segurança Pública da capital paulista, Orlando Morando, que ainda não definiu a nova sigla após deixar o PSDB. Tite também mantém relação próxima com a deputada estadual Carla Morando (PSDB), mulher do secretário, que buscará a reeleição.

Orlando Morando desponta ainda como provável opção de apoio do prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL). O chefe do Executivo ribeirão-pirense já sustenta a candidatura do pai, Clóvis Volpi (PSD), a deputado estadual e, nos bastidores, é dada como certa uma dobrada com Orlando Morando, futuro postulante a deputado federal, possivelmente pelo MDB. Ambos, inclusive, já mantêm escritório político em Mauá, dentro da estratégia para as eleições deste ano.

Em Rio Grande da Serra, o prefeito Akira Auriani (PSB) já tem uma das frentes de apoio definidas, que é a atual deputada federal Tabata Amaral (PSB). Para a segunda opção, o socialista aguarda a definição de Paulo Serra, uma vez que Alex Manente (Cidadania), que figurava como alternativa, já manifestou que seu projeto é disputar o Senado.

Em Mauá, administrada pelo PT sob o comando do prefeito Marcelo Oliveira, o cenário é de divisão interna. Apesar de o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges (PT), ter sido o nome aclamado para disputar uma vaga na Câmara Federal, inclusive com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sua candidatura não é consenso no município, segundo apurado pelo Diário. 

Nos bastidores, há a avaliação de que diferentes correntes políticas devem adotar estratégias distintas, com o governo seguindo uma linha e grupos dissidentes optando por outros caminhos.




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