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Vereador Josa Queiroz, de Diadema, critica privatização da Sabesp e indica desabastecimento

Parlamentar afirma que serviço piorou em todas as esferas a distribuição

04/01/2026 | 12:03
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O vereador de Diadema, Josa Queiroz (PT), publicou, neste sábado (3), um vídeo em suas redes sociais no qual critica rigorosamente a privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e também indicou que regiões estão sofrendo com desabastecimento em alguns períodos.

As críticas surgem também após o aumento nas contas de água da Sabesp. A partir de 1 de janeiro, a tarifa básica sofreu um reajuste de 6,11%. O aumento foi definido pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), e segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) essa mudança é derivada da correção da infação nos últimos 16 meses.

"Estava na cara que iria acontecer isso. Não só do ponto de vista do aumento da tarifa de água, mas também da diminuição dos investimentos em relação da ampliação da rede", disse Josa Queiroz.

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Ainda de acordo com o parlamentar diademense, vários pontos da cidade estão sofrendo com falta do recurso hídrico. "A partir do momento que a Sabesp foi privatizada, o que vimos foi a piora na entrega da água. Tem várias regiões de Diadema que a água não está chegando, chega após às 23h ou 1h da manhã. (Também) a péssima qualidade da água, o produto está chegando com qualidade que é questionável. E não tem nenhuma garantia que iremos retomar o processo de investimento na rede de Diadema", complementou.

Para ele, as privatizações em larga escala no Estado não estão surtindo efeito. "Não me parece que foi um bom negócio para ninguém, a não ser para o governador. A gente percebe que a privatização acaba contribuindo com a falta de planejamento, porque eles visam a questão financeira", concluiu o vereador.

Em nota, o Governo do Estado de São Paulo disse que a reposição do valor está 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal. "A atualização não representa aumento real da conta para o consumidor e segue as regras do novo modelo regulatório após a desesstatização da companhia", comunicou. 

Ainda segundo o órgão, o valor residencial passa em 2026 para R$ 6,40/metro cúbicos,enquanto no modelo público seria de R$ 7,36/metros cúbicos.

CRISE HÍDRICA

Desde agosto, a Sabesp estipulou a redução noturna da pressão de água, entre às 19h e 5h. Por conta do calor, o Governo de São Paulo indicou que o consumo de água aumento em 60%, sendo assim pede que a população economize o recurso.

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