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Partidos brasileiros se pronunciam sobre ataque americano à Venezuela

PSDB diz que gestões do PT fecharam os olhos para o regime do País; Cidadania e PSOL também repudiam ações

03/01/2026 | 16:35
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em decorrência das polêmicas envolvendo o assunto, os partidos políticos brasileiros se pronunciaram sobre os ataques e bombardeios do governo norte-americano contra a Venezuela. O ato, ocorrido na madrugada deste sábado (3), culminou na captura do presidente do País, Nicolas Maduro.

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, repudiou a ação de Donald Trump e a violação da soberania da nação. “O PSDB repudia a invasão norte-americana à Venezuela. O respeito à autodeterminação dos povos é um valor essencial para todas as nações que defendem a democracia, a paz e o direito internacional”, comunicou em nota. 

Além disso, o comunicado afirmou que não apoia o regime vigente na Venezuela. “Essa posição não implica, em hipótese alguma, qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Nicolás Maduro. A Venezuela vive há anos sob uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu sua população e provocou uma grave crise humanitária que forçou milhões de venezuelanos a deixarem o país”, ressaltou.

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Ainda de acordo com o partido, durante anos a situação política e econômica do país sulamericano foi ignorada pelo PT, por conta da ideologia. “Essas gestões fecharam os olhos para os abusos do regime e abandonaram o compromisso com a democracia na região.”

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Além do PSDB, o Cidadania foi outra sigla que repudiou os atos. Nas redes sociais, o presidente nacional do partido, Roberto Freire, fez duras críticas. “De há muito lutamos pelo fim do infame regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela. Mas sua derrubada tal como está sendo executada por intervenção direta das Forças Armadas dos USA a mando de Donald Trump é abusiva e viola o território e a soberania do pais latino americano, num ato que rasga com inaudita violência a Carta das Nações Unidas e também reduz o Direito Internacional a uma tábula rasa”, disse.

Para ele, o ato é um retrocesso histórico. “Aí está de fato sendo executada a nova política externa de Trump, com expressa volta da Doutrina Monroe de intervenção direta nos países dos continentes americanos com a integração de elementos clássicos do "Grande Porrete.”

Para o PSOL, os ataques são ações criminosas contra uma nação. “Trata-se de uma ação criminosa dos Estados Unidos, que ferem a autodeterminação da Venezuela e da América Latina por meio de ataques que rompem com os princípios da Carta das Nações Unidas, dos Direitos Humanos e do Direito Internacional”, ressaltou em nota.

Segundo o partido, a tática é pensada no controle de recursos naturais do País. Além disso, o PSOL convocou os apoiadores para atos solidários. “Neste caminho, o PSOL apoia e incentiva a militância a construir mobilizações de solidariedade ao povo venezuelano.”

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