Operação De janeiro a novembro do ano passado, as polícias encontraram 3.537 bens, enquanto 12.524 foram subtraídos
ARTE: Agostinho Fratini e FOTO: André Henriques

As polícias Civil e Militar recuperaram, de janeiro a novembro do ano passado, 3.537 veículos no Grande ABC, enquanto 12.524 foram roubados ou furtados. O número representa uma média de 28,2%, ou seja, um bem é encontrado a cada três subtraídos na região. Os dados são da SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo).
Por dia, a região contabiliza dez veículos recuperados e 37 roubados ou furtados. Santo André teve o maior registro de recuperação dos bens, com 1.126, seguida de Diadema (886), São Bernardo (767), Mauá (500), São Caetano (168), Ribeirão Pires (82) e Rio Grande da Serra (8).
No mesmo período de 2024, foram 3.832 veículos recuperados, uma queda de 7,7%. O número de veículos roubados também diminuiu, de 3.529 para 2.473 (30%). Já a redução de furtos foi de 3,9%, de 10.457 para 10.051.
Os veículos recuperados em 2025 podem estar relacionados às ocorrências de 2024. Entretanto, para o advogado penal e institucional Ilmar Muniz, há uma relação direta da queda de veículos recuperados com a diminuição de roubos e furtos.
“A média de veículos recuperados ainda é baixa em relação à quantidade de furtados e roubados na região. É preciso intensificar o policiamento e a tecnologia para auxiliar no monitoramento para recuperar os veículos”, destacou Muniz.
A SSP informou que a Polícia Militar tem reforçado e intensificado o patrulhamento nas sete cidades, com equipes distribuídas de maneira dinâmica, conforme a análise dos indicadores criminais e denúncias de moradores a respeito de atitudes suspeitas.
“Paralelamente, a Polícia Civil segue com operações de fiscalização em ferros-velhos e pontos de receptação para identificar e responsabilizar autores e receptadores. A pasta reforça a importância do registro do boletim de ocorrência, fundamental para o andamento das investigações e para a responsabilização dos criminosos”, destacou.
DESMANCHES
Muniz explica que, de forma geral, veículos roubados ou furtados alimentam uma cadeia criminosa organizada. “O destino mais comum é o desmanche ilegal, onde o carro é rapidamente desmontado e as peças são inseridas no mercado paralelo, o que dificulta o rastreamento.”
Em outros casos, de acordo com o advogado, esses veículos são clonados para revenda, usados temporariamente em outros crimes ou enviados para outras regiões do País.
“O processo é rápido justamente para reduzir o risco de recuperação, e o ponto central do combate a esse tipo de crime está em atingir o receptador e os desmanches ilegais, que sustentam financeiramente toda essa prática”, afirma.
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