Editorial Em meio à difusão rápida de informações, acelerada pelo imediatismo das redes sociais, é cada vez mais necessário o desenvolvimento de um espírito crítico para que os indivíduos possam ter discernimento sobre o que estão recebendo. Assim, podem analisar se realmente se trata de notícia de relevância ou conteúdos forjados, as chamadas fake news, bem como saber avaliar o propósito de cada mensagem, aproveitando o que lhes serve e dispensando o que nada lhes acrescenta.
E ainda não se inventou nada mais eficaz para isso do que a leitura. Quem cultiva tal hábito, além de se expressar melhor, tem a consciência de que ler é bem mais do que decifrar palavras. É expandir horizontes, compreender contextos e construir um pensamento crítico que resiste às narrativas simplistas e às respostas prontas, que geralmente chegam pelos aplicativos de mensagens.
Para aqueles que associam o hábito da leitura à condição social das pessoas, é de suma importância saber que nas cidades do Grande ABC existem 35 bibliotecas mantidas pelas prefeituras e que, juntas, possuem um acervo de 390 mil livros. Constituem um enorme banco de dados que é disponibilizado gratuitamente aos cidadãos, para que eles possam se desenvolver culturalmente.
Esse volume expressivo não deve ser visto como apenas um número, mas como uma possibilidade de acesso ao conhecimento, às ideias e às narrativas que têm o condão de moldar indivíduos em cidadãos cientes de seus direitos e também de seus deveres. Os livros mudam perspectivas, despertam paixões e até oferecem conforto em tempos difíceis. Ler é um ato de liberdade e igualdade.
O Diário acredita nisso, ao ponto de realizar o Desafio de Redação, concurso literário que em 2026 terá sua 20ª edição. A iniciativa, além de incentivar a leitura e a escrita, muda vidas, pois oferece como principal premiação bolsas de estudos universitárias em algumas das principais instituições do Grande ABC.
É preciso ler cada vez mais, e as bibliotecas estão de portas abertas.
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