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FOTO: DGABC

Quem já interagiu com ferramentas de Inteligência Artificial provavelmente viveu a experiência de receber uma resposta incorreta. Eu mesmo questionei quantos Oscars Titanic havia conquistado e a IA me disse que apenas pela trilha sonora. Foram, na verdade, 11 estatuetas. A situação me fez refletir sobre o novo papel da IA na mediação da informação – e a responsabilidade que esse escopo exige.
A IA generativa é uma das maiores inovações tecnológicas do nosso tempo. Só em 2024, 54% dos brasileiros afirmaram já ter usado alguma forma de IA – superando a média global. Um estudo da Adobe mostra que o uso de IA em compras online cresceu 1.200% entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, e assistentes digitais já são utilizados por 39% dos consumidores para buscar produtos.
Plataformas como ChatGPT e Gemini lançaram como Find & BuyProducts, que permitem procurar produtos, comparar preços e explorar categorias usando reviews, comentários no Reddit e matérias especializadas como referência. E, em breve, poderemos comprar ali mesmo, superando a experiência do Google Shopping. Mesmo sem checkout direto, o direcionamento inteligente para e-commerce agiliza a jornada de compra.
Mesmo que às vezes haja alucinação, não significa que a IA deva ser descartada como canal de descoberta. Precisamos usá-la com estratégia, inteligência e curadoria. Na Zenvia, temos aplicado IA de forma segura e estruturada para apoiar experiências personalizadas, sempre com controle humano e fontes validadas. Os resultados são reais: mais eficiência, proximidade e conversão.
É verdade que buscadores como o Google ainda têm papel fundamental, mas é inegável que ChatGPT, Gemini e Perplexity estão mudando a forma como as pessoas descobrem produtos e serviços. Para as empresas, isso representa uma nova fronteira: da criação de conteúdo à personalização de atendimentos, da automação de campanhas à geração de leads qualificados.
A IA é um novo idioma de interação digital. Bem treinada, conectada a fontes seguras e usada com responsabilidade, ela se torna uma aliada na construção de experiências mais humanas e relevantes.
O futuro da busca já começou – e não será feito apenas de palavras-chave, mas de contextos, conversas e conexões inteligentes numa jornada multicanal. Mas para que essa inovação gere resultados é preciso aplicá-la com responsabilidade: combinar tecnologia com curadoria humana, garantir fontes confiáveis e estruturar jornadas personalizadas.
Investir agora em soluções seguras e integradas não é apenas uma vantagem competitiva – é a forma mais eficaz de atender melhor e vender mais num mundo cada vez mais digital e agêntico. O momento de agir é hoje.
Gilsinei Hansen é vice-presidente de Negócios, Marketing e Tecnologia da Zenvia.
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