Recorde de participação Prova reúne mais de 55 mil corredores na Capital e terá percurso de 15 quilômetros
FOTO: DGABC

A 100º edição da Corrida Internacional de São Silvestre será realizada nesta quarta-feira (31), em São Paulo, com recorde de participação. Ao todo, 55 mil corredores estão inscritos para a prova, que mantém o tradicional percurso de 15 quilômetros, com largada e chegada na Avenida Paulista.
O início da prova acontece nas proximidades do número 2.000, enquanto o fim será em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, no número 900, repetindo o trajeto da edição anterior. Para garantir melhor organização e fluidez dos atletas, as saídas serão escalonadas por categorias e setores ao longo da via.
A primeira largada é dos atletas PCD (Pessoas com Deficiência), às 7h25, seguida pela elite feminina, às 7h40. Na sequência, entram os demais pelotões do público geral, divididos entre lados par e ímpar. A edição centenária contará com mais de 100 atletas de elite de seis países, transmissão ao vivo pela Globo e a TV Gazeta, a partir das 7h, e premiação de R$ 62,6 mil para vencedores das categorias masculina e feminina.
Diretamente de Santo André, a corredora e médica veterinária Cleide Chirot, 58, destaca o simbolismo da prova. “A São Silvestre é o encerramento de um ciclo, uma grande festa. Sempre assisti quando criança e achava incrível ver as pessoas correndo 15 quilômetros. Hoje, estar do outro lado é emocionante. Foi um ano difícil, com lesão e problemas pessoais, mas a corrida me ajudou a dar a volta por cima”, afirma.
A encarregada administrativa Jaqueline Fernanda Trigilio Leal Victorio, 42, vive a expectativa de sua primeira corrida longa. “Juntei a memória afetiva de assistir à São Silvestre na TV com a experiência de correr ao lado dos amigos. Muita gente não entende eu abrir mão de viajar para correr, mas nunca imaginei que estaria naquela prova que via quando criança”, conta.
Já a farmacêutica Simonica Rocha de Souza Ferreira, 37, define a participação como o ápice de um ano de transformação. “Até pouco tempo eu não conseguia correr dois minutos sem parar. A corrida me mostrou o quanto podemos ir longe quando acreditamos. Estar na prova mais tradicional do País é muito emocionante, é uma competição comigo mesma”, relata.
Já a funcionária pública Iara Camilo Lelis de Lima, 35, carrega uma ligação familiar com a São Silvestre. “Meu pai correu a prova por muitos anos, então sempre cresci ouvindo falar dela. Hoje, correr a São Silvestre representa um misto de superação, realização de um sonho e a certeza de que não existe idade certa para conquistar o que desejamos. É fechar o meu ano com chave de ouro”, disse.
A 100ª edição mais uma vez reforça todo um caráter democrático e simbólico da prova, que vai muito além da disputa pelas melhores posições, tempos ou quebra de recordes. Ao reunir atletas profissionais, amadores e histórias de vida tão distintas, a corrida reafirma seu papel como um dos maiores eventos esportivos não só do País, mas do mundo, capaz de unir gerações, transformar trajetórias pessoais e marcar o encerramento do ano de uma maneira única e inesquecível.
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