Mapa da Inadimplência Contas básicas e com cartão de crédito são as principais despesas que causam inadimplência aos moradores das sete cidades
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O Grande ABC tem 1.136.858 pessoas que começarão 2026 inadimplentes. O número de novembro deste ano indica alta de 10,85% em comparação ao mesmo período de 2024. Ao todo, atualmente, são 5.777.916 dívidas em aberto na região, segundo dados enviados pela Serasa a pedido do Diário. O balanço aponta aumento de 27,8% frente ao mesmo período do último ano (veja na arte ao lado). Contas básicas e com cartão de crédito são as principais despesas que deixam os moradores das sete cidades no vermelho.
Dados do Mapa da Inadimplência mostram que o valor total das dívidas nas sete cidades chegou a R$ 2.612 bilhões em novembro deste ano. O ticket médio por inadimplente foi de R$ 7.025,45.
A especialista da Serasa em educação financeira Aline Vieira aponta que pesquisas da entidade apontam que a inadimplência no Brasil geralmente é causada pelo desemprego, problemas com gastos emergenciais (como doenças) e redução de renda.
“Vimos crescimento na quantidade de pessoas com nome sujo. Os motivos dependem da realidade de cada um, mas, em São Paulo, observamos que a maioria das dívidas está relacionada a ações essenciais, como energia elétrica e água. Em seguida, o cartão de crédito, nesse tópico, as compras de supermercado costumam ser as mais parceladas. Depois, a maior questão é com as financeiras, empresas que concedem crédito.”
Segundo levantamento da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, uma em cada 10 pessoas afirma não conseguir arcar com esses custos, que chega até R$ 750 mensais para 82% deles.
“Os dados também mostram que 46% das dívidas dos brasileiros já ultrapassam um ano de atraso. Entre os setores com débitos mais antigos, destacam-se as empresas de telecomunicações e o varejo, cujas dívidas frequentemente ultrapassam dois anos de inadimplência”, indica o estudo.
De todo o Grande ABC, o maior ticket médio de dívidas por inadimplente foi identificado em São Caetano, em R$ 9.751,45. Já o ticket médio por dívida fica em R$ 2.193,13 na cidade.
Em contrapartida, Rio Grande da Serra apresenta os menores valores médios por inadimplente (R$ 5.394,98) e por dívida (R$ 1.064,28). “Os dados estão relacionados ao custo de vida na cidade, mas também ao tipo de dívida. Débitos com telefonia, por exemplo, costumam ser mais baixos, enquanto as do cartão estão com juros cada vez mais altos. Como estratégias para reverter isso, é importante entender a possibilidade de diminuir esse valor com a empresa credora e se é possível renegociar e arcar com as parcelas nos próximos meses sem que vire uma bola de neve”, comenta Aline.
Colocar todas as despesas na ponta do lápis pode ser uma estratégia para visualizar cada conta e entender para onde está indo o salário. Além disso, elencar três destinos para o próprio dinheiro é uma das dicas da especialista da Serasa em educação financeira Aline Vieira para se organizar melhor em 2026.
“Temos um método em que dividimos a renda mensal em três partes: 50% vai para custos essenciais, como contas básicas, plano de saúde, supermercado – tudo que realmente é fundamental para a rotina e não podemos abrir mão. Depois, 30% fica com gastos não essenciais, os dispensáveis. Isso inclui aquele café da manhã na padaria aos domingos, a assinatura da plataforma de streaming, um show, a manicure ou o salão de beleza no geral. São coisas que a pessoa pode precisar, mas não é fundamental”, detalha Aline.
De acordo com ela, os 20% restantes da renda mensal devem ser destinados para uma reserva financeira. “A pessoa deve guardar para gastos emergenciais ou para realizar um projeto futuro. É uma ótima maneira de começar o ano com o objetivo de manter as contas em dia.”
A Serasa disponibiliza uma planilha de planejamento financeiro para preencher e ver exatamente onde o dinheiro é gasto mensalmente. Ela está disponível no site (serasa.com.br/blog/tabela-financeira).
“É essencial fazer já em janeiro, período com várias demandas, como IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), renovação de matrícula, material escolar e outras despesas que podem criar um cenário ainda mais crítico”, pontua a especialista da Serasa em educação financeira Aline Vieira.
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