Editorial
FOTO: DGABC

Em meio às mudanças com relação às novas regras para a obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), com objetivo de torná-la mais acessível às pessoas, chama atenção o avanço no número de condutores do Grande ABC que tiveram o documento cassado. Neste ano, entre os meses de janeiro e novembro, foram 4.955, ante 609 no mesmo período de 2024. Isso significa alta de 713%.
É sempre bom lembrar que aqueles que têm cassada a licença para dirigir ou pilotar um veículo é porque antes já haviam sido autuados por terem cometido uma infração classificada como gravíssima e vieram a reincidir na falha dentro de um período de 12 meses. Ou os que foram flagrados transitando com a CNH já suspensa.
Entre as infrações consideradas gravíssimas estão dirigir embriagado, estar a uma velocidade 50% superior ao limite da via ou participar de rachas. Todas elas com enorme potencial de colocar vidas em risco, seja de quem está a bordo do veículo conduzido pelo infrator, quanto de outros motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Estes últimos pertencentes ao grupo mais vulnerável do trânsito.
O aumento expressivo, segundo o Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), se deve a uma demanda represada, já que o prazo para instauração de processo foi reduzido. Até outubro de 2021, levava-se até cinco anos para a conclusão. Depois, passou a ser de 180 dias, quando não há contestação, e 360 quando se entra com recurso.
Tais números deveriam servir de alerta para aqueles que insistem em não seguir as regras de trânsito. A aplicação de punições severas é a única forma de parar quem não sabe como usar um automóvel, motocicleta ou qualquer outro tipo de veículo.
Ao mesmo tempo, é necessário ensinar os futuros e os novos motoristas como se comportar em ruas, avenidas ou estradas. Para que depois eles não precisem ser punidos.
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