Palavra do leitor
FOTO: DGABC

‘Emoção marca retomada de almoço da família Lemes em São Bernardo’ (Setecidades, dia 26). Parabenizo a todos os envolvidos na realização do almoço natalino da família Lemes, cujo idealizador, Benedito da Silva Lemes, o Ditinho da Congada, não se esmoreceu diante dos obstáculos enfrentados para a retomada de algo que sempre foi muito significativo para a comunidade do Parque São Bernardo e região.
Neusa Borges
São Bernardo
‘Zambelli foi agredida mais de uma vez em prisão na Itália, diz senador’ (www.dgabc.com.br). Ela está colhendo o que plantou... Era tão valente com uma arma na mão.
Andrea Paula Padalino
do Instagram
No período da ditadura no País, pessoas eram torturadas todos os dias. A turma dela defendia os métodos de crueldade promovidos pelos militares entre 1964 e 1979. Estranho, agora ver eles reclamando da violência de amigos de cela.
Emerson Freire
do Instagram
No apagar das luzes, os brasileiros foram dormir de cabeça quente. O Congresso virou as costas à população. Prometeu não aumentar impostos para ‘proteger o povo’, mas esqueceu o discurso assim que as emendas parlamentares entraram na mesa. A aprovação do Orçamento foi vergonhosa: aumentou a carga tributária em troca de emendas, entregando tudo ao governo. Uma traição clara aos representados, cometida por parlamentares mais atentos ao próprio projeto eleitoral do que às reais necessidades do país. Essa omissão fortaleceu o STF (Supremo Tribunal Federal) e expôs a covardia de um Congresso que evita enfrentar temas complexos e abdica do papel fiscalizador. O governo apresentou um Orçamento fora da realidade, abriu a torneira em ano eleitoral e encontrou um Legislativo disposto a fechar os olhos. O cidadão enxerga esses conluios. Sabe que, em ano eleitoral, o que importa é a reeleição. O povo, como sempre, fica para depois.
Izabel Avallone
Capital
O arcabouço fiscal nunca foi um fim em si mesmo, mas um instrumento para conter a trajetória da dívida. De nada adianta cumprir metas se a dívida bruta continua subindo. Entre janeiro de 2023 e outubro de 2025, ela avançou de 71,4% para 78,4% do PIB. Esse resultado é fruto de escolhas do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, que transformaram o arcabouço em uma âncora inócua, com vida ainda mais curta que a do teto de gastos. O ajuste foi apenas adiado – e será inevitável em 2027. Para ‘reconquistar a confiança do mercado’, o governo apostou quase exclusivamente no aumento de impostos, rebatizado de ‘recuperação de receitas’, enquanto manteve indulgência com as despesas. O arcabouço não passou de engodo, embora ainda seja celebrado por parte da imprensa. O teatro da PEC da Transição virou narrativa. Agora, colhem-se os frutos. O arcabouço fiscal revelou-se um calabouço – e quem pagará a conta é o de sempre.
Luciana Lins
Campinas (SP)
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