Palavra do leitor
FOTO: DGABC

‘Carla Zambelli foi agredida por detentas mais de uma vez em prisão na Itália, diz senador’ (www.dgabc.com.br). Nós fomos agredidos por vocês inúmeras vezes, no orçamento, no Pix, na pandemia. Isso é só o começo.
Maria Alves Vale
do Instagram
Ah, que barra. Se a arma que ela portava, toda nervosinha, perseguindo um desafeto pelas ruas, tivesse disparado, talvez alguma família estivesse num Natal muito triste. Portanto, poupe-me!
Alessandra Montezzo
do Instagram
‘Garis levam a magia do Natal para as ruas de Santo André’ (www.dgabc.com.br). Com essa reportagem o Diário noticia que o caminhão com coletores e Papai Noel ilumina a noite e faz a alegria da criançada. Nossos Garis que durante o ano todo nos presenteiam com seu trabalho, dedicação, aplicação e seriedade. Garis que são de igual importância aos nossos policiais, médicos, advogados, engenheiros, administradores e todos aqueles que cuidam de um bairro, uma cidade, um Estado e uma Nação. E para vocês, nossos garis, nosso reconhecimento e gratidão.
Cecél Garcia
Santo André
O feminicídio avança no Brasil a despeito das leis. São, em média, quatro mulheres assassinadas por dia. Em São Paulo, 53 mulheres foram mortas em um ano. Os números crescem, mesmo com a Lei Maria da Penha em vigor. A lei existe, mas o agressor não a respeita – e o Estado falha em contê-lo. A violência doméstica, por décadas tratada como tabu, transbordou para o espaço público. Chegou aos prédios do poder, escancarando que o problema não é só jurídico; é cultural e formativo. Não basta punir depois: é preciso formar antes. Os homens que agridem foram criados em ambientes que naturalizaram o abuso, o controle e a humilhação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a expulsão de um servidor acusado de agredir mulher e filho – gesto correto. Mas o contraste é inevitável: quando a ex-companheira de seu próprio filho denunciou violência, o silêncio foi absoluto. O inquérito foi arquivado. A régua, ao que parece, muda conforme o sobrenome. Discursos não protegem mulheres. Leis, sozinhas, também não. Sem coerência no topo, sem exemplo e sem compromisso com a formação dos filhos – dos futuros homens – a violência segue seu curso. Não é falta de norma. É falta de coragem moral para aplicá-la sem exceções.
Izabel Avallone
Capital
Quando Lula diz que dinheiro e influência não vão deter a Polícia Federal, falta combinar com a realidade. A PF nunca foi o problema. O problema sempre foi o dinheiro – esse sim, implacável, eficiente e seletivo. Enquanto o cidadão comum enfrenta o peso da lei, poderosos contratam bancas milionárias, apagam rastros, anulam provas e saem pela porta da frente. Lula conhece esse caminho. Sabe exatamente como ele termina. Curioso é que toda essa retórica desaparece quando o caso envolve seu próprio filho. A denúncia da ex-companheira não gerou indignação, nem discurso ou lição moral. Apenas silêncio – o silêncio cúmplice de quem sabe que, para alguns, a lei é negociável. No Brasil real, não é a PF que decide o desfecho. É o dinheiro. Sempre foi. Fingir o contrário é tratar a sociedade como ingênua.
Luciana Lins
Campinas (SP)
O Diário agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de Cecél Garcia; Costábile Salzano; Eliana Oliveira, da Raízes de Fátima; Jorge Moura; Perkons; e Rabinovici Advogados.
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