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Justiça condena Taka à prisão por associar Marcola, assessor de Lula, ao PCC

Prefeito de Diadema foi condenado por ligar Marco Aurélio Santana Ribeiro ao criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, ambos com a mesma alcunha

Bruno Coelho
25/12/2025 | 12:34
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), foi condenado pela Justiça Eleitoral a seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além de dez dias-multa, por associar o chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um dos líderes da facção criminosa PCC. Durante um debate eleitoral promovido pelo portal G1, em agosto de 2024, o emedebista associou Marco Aurélio Santana Ribeiro, vinculado ao Palácio do Planalto, ao criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, ambos conhecidos como Marcola. 

Conforme informação da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, a condenação de Taka foi emitida pela 258ª Zona Eleitoral de São Paulo, por difamação e injúria eleitoral. Na sentença, a juíza Clarissa Rodrigues Alves afirma que o emedebista extrapolou os limites da crítica política ao associar de forma deliberada o apelido de Marco Aurélio ao crime organizado e que  "não deixa dúvidas quanto ao seu potencial ofensivo". O processo ainda cabe recurso, e a assessoria do prefeito garante que recorrerá da decisão.

A fala citada pela magistrada ocorreu durante debate entre os candidatos à Prefeitura de Diadema, no G1 em 23 de agosto. Naquele dia, Taka atrelou Marcola ao grupo criminoso. “O Brasil vem sofrendo há muito tempo com crime organizado. Inclusive, o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui para Diadema. E pior: o dinheiro não chegou para a população. Cadê o dinheiro, candidato? Tá vindo de táxi?”, indagou o emedebista a José de Filippi Júnior (PT), na ocasião candidato à reeleição.

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A fala de Taka provocou a reação de Filippi no debate, afirmando que o emedebista teria confundindo o auxiliar de Lula com Marcos Willians Herbas Camacho, esse sim, um dos chefões do PCC. “Não sei qual a sua insinuação a respeito do Marcola. Ele é um secretário particular do presidente Lula, que cuida da agenda dele. Ele não tem nada a ver com crime organizado. Você está tentando fazer uma acusação leviana, injuriosa e protesto aqui”, disse.

Dias depois, Marcola, chefe de Gabinete de Lula, entrou com processo contra Taka, solicitando indenização de R$ 20 mil por danos morais. O auxiliar do presidente também solicitou que a AGU (Advocacia-Geral da União) impetrasse mais uma ação na Justiça Federal, por alegar que a instância tem competência para julgar um crime envolvendo a honra de um agente público federal. Em abril, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou o prefeito diademense a pagar R$ 14 mil em indenização ao assessor de Lula.

De acordo com a decisão da juíza Clarissa Rodrigues, é "de conhecimento notório que ‘Marcola’, e não a vítima, é um dos líderes da facção criminosa denominada PCC", o que tornaria inevitável, ao público, a associação realizada pelo réu, no caso, Taka. Em nota, o prefeito, por meio de sua assessoria jurídica, informou que irá recorrer da decisão.

“Em relação à decisão proferida pela Justiça Eleitoral, o prefeito Taka Yamauchi informa que tomou ciência da sentença, que se refere a fatos ocorridos durante o período eleitoral. A decisão foi proferida em primeira instância e ainda está sujeita a recurso, que será apresentado no prazo legal, conforme orientação de sua assessoria jurídica. O prefeito reafirma seu respeito às instituições e à Justiça, confiante de que os esclarecimentos serão devidamente apreciados pelas instâncias superiores, no exercício pleno do direito ao contraditório e à ampla defesa”, afirmou a defesa de Taka.




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