Palavra do Leitor

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Papai Noel
Até aos 8 anos de idade, não tinha ouvido nada sobre o Natal e o Papai Noel, porque até então tinha vivido num pequeno sítio, em Eneida, subdistrito de Presidente Prudente, Interior de São Paulo. Em Eneida, a comunidade japonesa era grande. Os japoneses e descendentes não comemoravam o Natal. Só celebravam a chegada do ano novo. De modo que, lá no sítio, nunca tinha ouvido falar do Papai Noel. Mas logo que me mudei para a cidade, para iniciar os estudos, soube do Natal e o seu significado e quem era o Papai Noel. Passei a acreditar no Papai Noel. Um tempo depois, as pessoas mais velhas passaram a me dizer que ele não existia. Mesmo assim, eu continuava acreditando nele. Sim, para mim, o Papai Noel existia, apesar de nunca ter recebido um presente dele. E eu dizia a todos que ele existia. Algum tempo depois, por acreditar no Papai Noel, entrei em conflito comigo mesmo. Como podia acreditar em alguém que nunca tinha me visitado e depositado um presente ao lado da minha cama? Bem, fui crescendo, então, fui me esquecendo do Papai Noel. Até que, Já adolescente, morando em Camilópolis, Santo André, ouvi de alguém ou li em algum lugar, que não é possível pensar em algo que não existe. Foi daí que cheguei à seguinte conclusão: se penso no Papai Noel, ele existe. Sim, no meu pensamento, ele existe. Existe, mas não é real. A você, acreditando ou não no Papai Noel, e à sua família, desejo um Feliz Natal!
Paulo Moriassu Hijo - São Caetano
Desgoverno
Nós estamos fartos de tanta notícia má deste desgoverno. Roubo aqui e ali. Saquearam até Banco Central, Caixa Econômica, Correios e Petrobrás, e não vejo ninguém ir preso. O mesmo no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), onde nem devolveram nada. Simplesmente o dinheiro some. Com os prefeitos é a mesma coisa. Orlando Morando. Filippi de Diadema. O que faz o TCU (Tribunal de Contas da União)? Não dá mais. Agora vão chegar Natal e Ano Novo. O L disse que tem coisas para falar. Não queremos ouvir mais nada. Deixe-nos passar o fim do ano sem notícias. Não quero que vocês estraguem o nosso fim de ano. Por favor, calem-se. Ao nosso povo, um feliz Natal e um próspero Ano Novo. Espero conseguir seguir em frente.
Nilzete Oliveira - São Caetano
Apatia
O que mais impressiona no Brasil atual não é a gastança sem freios, mas a apatia coletiva diante dela. A dívida explode, o governo dribla regras fiscais, empurra a conta para o futuro – e quase ninguém reage. Parte da população desconhece as consequências. Outra parte prefere ignorá-las. Mas há algo ainda mais perigoso: a perda da capacidade de indignação. Quando o Estado passa a sustentar quase metade dos cidadãos, a dependência substitui a crítica e o medo cala o eleitor. Não se trata apenas de irresponsabilidade fiscal, mas de método. Benefícios imediatos, discurso moralizante e dívida invisível formam a engrenagem perfeita para anestesiar a sociedade. A conta fica para depois; o silêncio, para agora. Foi assim que países como a Venezuela deixaram de ser democracias funcionais: não por um golpe súbito, mas pela soma de complacência, dependência e indiferença. A apatia é o maior ativo desse governo – e o caminho mais curto para o colapso.
Luciana Lins - Campinas (SP)
Dívida pública
A dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) saiu de pouco mais de 70% no início do atual mandato de Lula e deve encerrar o ano perto de 80%, em trajetória claramente ascendente. Mesmo quando o governo empurra despesas para fora do arcabouço fiscal, o dinheiro sai do Tesouro do mesmo jeito. Com déficits recorrentes, sobra emitir títulos e pagar juros cada vez maiores para convencer credores a financiar um governo que trata a solvência como detalhe contábil. As despesas crescem cerca de 5% ao ano acima da inflação, puxadas por precatórios, emendas, Bolsa Família e Fundeb – enquanto a Fazenda insiste que o problema não é gastar, mas “não congelar”. O mais espantoso é a passividade. Cerca de 44% da população recebe benefícios sem perceber que essa conta é dívida, não generosidade.
Izabel Avallone - Capital
Circular da Saúde
‘Circular da Saúde tem aprovação de 91% dos andreenses’ (Política, dia 21). É com muito prazer que eu, como leitor assíduo do Diário, acompanho as notícias políticas da nossa região. Fico surpreso com o trabalho que os atuais prefeitos vêm desenvolvendo em favor dos seus munícipes. Demonstram capacidade criativa e necessária nas principais áreas sociais e prioritárias ao desenvolvimento humano. Em Santo André, onde vivo e participo da comunidade do 2º Subdistrito, quero parabenizar o sr. atual prefeito, Gilvan Ferreira, pela quantidade de obras que vem realizando. Tem também os serviços, como o Circular da Saúde, que facilita a vida das pessoas com deslocamentos logísticos. Neste sentido, prefeito, quero pedir à vossa excelência que este serviço se estenda para o nosso Subdistrito, onde temos hospitais com giro enorme de pacientes, como o Bartira e o das Mulheres. Tenha certeza de que seremos muito gratos.
Euclides Marchi - Santo André
Boas festas
O Diário agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de Agroin Comunicação; Clóvis Girardi, vereador de Santo André; Eugênio Sales; Leandro Amaral; Paulo Moriassu Hijo; e Revista Prefeitos&Gestões.
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